Ex-deputado Domingos Brazão é citado como possível mandante do assassinato de Marielle

O inquérito da Polícia Federal que investiga uma possível obstrução nas investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco cita o ex-deputado Domingos Brazão como um dos “possíveis mandantes” do crime.

O documento ainda é sigiloso e a suspeita foi publicada pelo UOL nesta quarta-feira (20), que afirma ter confirmado com duas fontes que o envolvimento de Brazão é uma das linhas apuradas pela PF.

Brazão é suspeito de ter atuado para plantar uma testemunha para atrapalhar as investigações e incriminar o vereador Marcelo Siciliano (PHS). O ex-deputado foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela PF no último dia 21 de fevereiro.

Ubiratan Guedes, advogado de Brazão, afirmou ao UOL que “seu cliente nega qualquer envolvimento nas mortes de Marielle e Anderson [Gomes]” e disse ter colocado à disposição da Justiça os sigilos bancários, fiscal e telefônico do ex-deputado.

Marielle Franco, vereadora pelo PSOL, assassinada na noite do dia 14 de março

Domingos Brazão foi deputado estadual pela primeira vez em 1998 e seguiu na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) até 2015, quando foi indicado para o Tribunal de Contas da União (TCU).Ele foi afastado do cargo em 2017 após a Operação Quinto do Ouro, que investiga corrupção na fiscalização de obras pelo TCU.

O ex-deputado teve seu nome citado na CPI das Milícias em 2008.