Ex-ministro Maílson da Nóbrega defende Temer e diz que reeleição de Lula desabaria economia do País

O paraibano Mailson da Nóbrega, ex-ministro do governo José Sarney, cuja passagem pelo comando da Fazenda foi marcada pelo insucesso do plano Verão e hiperinflação (1.972,9% ao ano, pior resultado inflacionário desde a reabertura democrática), fez previsões catastróficas hoje em João Pessoa sobre possibilidade de reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva:

“O mercado vai desabar”, aposta Nóbrega, explicando que a depressão econômica será provocada pela percepção de que “tudo o que foi feito de errado vai voltar a ser feito”.

O ex-ministro, porém, está otimista em relação ao governo Michel Temer:

“O Brasil vai voltar a crescer”, acredita Mailson da Nóbrega, calculando que a expectativa de desempenho tímido deste ano (algo na casa de 0,7%, segundo suas projeções) será revertida a partir de 2018, quando o País pode atingir até 3,5% de crescimento.

O ex-ministro alimenta mais outra crença: sob a batuta de Temer, o País estaria se afastando da “tragédia” econômica semeada pela ex-presidente Dilma Rousseff e tem, finalmente, um comandante que conhece as “mumunhas e manhas”.

“Ele conhece o jogo, conhece o jingle – as formas de negociar, o uso das ferramentas de poder”, avalia, empolgado.

Ignorando solenemente as denúncias que pesam contra o presidente, Maílson da Nóbrega antecipa seu veredicto de que, mais uma vez, o Congresso Nacional irá ignorá-las. E seguirá sendo o presidente “mais reformador do período recente”.

Aparentemente, Maílson da Nóbrega só tem um lamento: o baixo reconhecimento popular do presidente.

“Você está vivendo um paradoxo hoje. Temer é o presidente mais impopular da Republica, mas o que o diferencia dos outros mal avaliados é sua capacidade de articulação – capacidade de conversar, de negociar politicamente com o Congresso”.

No mesmo tom de empolgação, o ex-ministro continua: “Ele é o primeiro presidente da República com vasta experiência parlamentar. Ele tem isso como nenhum presidente da história do Brasil e é isso o que tem feito a diferença”.

Adriana Bezerra