Flamengo vence Atlético-PR por 3 a 2 no Maracanã.

flamengo vence atléticoDois estreantes, Ederson e Kayke, em plena 18ª rodada. O Flamengo não foge à regra dos times em permanente formação no país. Estranho seria se não oscilasse. Nesta quarta, voltou a variar sua produção ao longo da vitória por 3 a 2 sobre o Atlético-PR. Mas controlou grande parte do jogo, foi organizado mesmo com novo esquema tático. Voltou a mostrar evolução.

Desde que recebeu Emerson e Guerrero, o técnico Cristóvão Borges teve semanas inteiras para treinar antes dos jogos contra Goiás, Santos e Ponte Preta. Começaram os bons sinais. A cada jogo, ao menos 45 minutos de bom nível. Em geral, tempo gera evolução. É justamente o tempo que dirá se o Flamengo continuará neste caminho. Contra o Atlético-PR, houve bom futebol em grande parte do jogo.

Um controle exercido com novo esquema tático e diferentes estilos: do Flamengo que tentou tocar a bola no campo rival ao time que pressionou em busca da transição rápida.

FLAMENGO NO CONTROLE

Foi um time sempre ordenado. Embora Cristóvão tenha jogado uma cartada arriscada. Em apenas três dias desde o jogo com a Ponte Preta, revolucionou o esquema. Passou ao 4-4-2. Na segunda linha, à frente da zaga, pôs Márcio Araújo pelo corredor direito, uma ousadia por entregar o combate à frente da zaga a Canteros e a Alan Patrick.

O estreante Ederson aplaude jogada do Flamengo – Alexandre Cassiano / Agência O Globo

A dupla com Ederson no ataque permitia a Emerson reduzir a faixa de campo que precisava correr, principalmente ao defender. Antes, ao perseguir o lateral rival, desgastava-se mais. No sistema de ontem, foi o destaque.

O Flamengo era compacto, o que evitava expor a zaga. Quando tentou ocupar o campo do Atlético-PR, teve duas chances antes do córner em que Wallace abriu o placar, aos 11 minutos. Aos poucos, perdeu volume, demorou a retomar a bola. Viveu seu pior momento até o empate, de novo pelo alto: aos 24, Hernani empatou. Mas o controle foi logo retomado.

A esta altura, já era o Flamengo da retomada de bola e da estocada vertical. Após uma disputa de bola, Éverton deu a Emerson a bola do segundo gol. E foi de uma falta sofrida por Ederson que veio o terceiro: um belo chute de Alan Patrick.

Ederson jogou 55 minutos. Combinou lances de boa técnica com demonstrações de falta de ritmo. Deu lugar a Kayke, de atuação discreta.

PERIGO PELO ALTO

O que não varia neste Flamengo é a dificuldade com as bolas altas. O gol de Kadu, aos 20 do segundo tempo, foi o quarto em bola área nos últimos três jogos. Kadu estabeleceu um placar que não refletia o campo. Nervoso, o Flamengo ameaçou perder o controle das ações. Mas logo exibiu o mérito de se defender com a bola. Trocando passes, mantinha o rival longe de sua área. Tarefa facilitada pela excelente movientação de Emerson e pela expulsão de Hernani.

Antes do jogo, os árbitros usaram a placa de acréscimos para exibir o número 05. Era um protesto contra o veto da presidente Dilma Rousseff a artigo do Profut que dedicava 0,5% dos direitos de transmissão de TV dos campeonatos à categoria.

FICHA TÉCNICA

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (SP)

Renda/Público: R$ 595.975,00 / 17.962 pagantes (20.881 presentes)

Cartões Amarelos: Canteros e Pará (FLA); Kadu, Barrientos, Sidcley e Hernani (CAP)

Cartão Vermelho: Hernani (CAP)

Gols: Wallace, aos 11’/1°T (1-0); Hernani, aos 24’/1°T (1-1); Emerson Sheik, aos 39’/1°T (2-1); Alan Patrick, aos 44’/1°T (3-1); Kadu, aos 19’/2°T (3-2).

FLAMENGO: César, Pará, César Martins, Wallace (Samir, aos 22’/2°T) e Jorge; Márcio Araújo, Canteros (Jonas, aos 37’/2°T) e Alan Patrick; Ederson (Kayke, aos 11’/2°T), Everton e Emerson Sheik. Técnico: Cristóvão Borges

ATLÉTICO-PR: Weverton, Eduardo, Vilches, Kadu e Sidcley; Otavio (Daniel Hernández, aos 17’/2°T), Hernani, Bruno Mota (Barrientos, aos 31’/1°T), Nikão (Crysan, no intervalo) e Marcos Guilherme; Walter. Técnico: Milton Mendes

O Globo