Fluminense aumenta número de sócios e quebra recorde de presença em estádio

Fluminense aumenta número de sócios e quebra recorde de presença em estádio

O Fluminense precisa do seu torcedor. A frase é do presidente Mário Bittencourt e resume uma das suas principais bandeiras da campanha eleitoral: o fortalecimento da relação entre clube e arquibancada. E após uma série de ações realizadas, números como o recorde quebrado de associados em uma mesma partida mostram que o planejamento tem dado certo.

A marca foi batido no duelo entre Fluminense e Peñarol, na última terça-feira, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana, onde mais de nove mil torcedores entre os 35.071 presentes faziam parte do programa sócio-futebol.

O recorde anterior pertencia ao duelo contra o Atlético Nacional, também neste ano e no mesmo torneio, que bateu os 6,5 mil torcedores que entraram no estádio portando o plano.

Outro número expressivo da gestão de Mário Bittencourt é o de novos associados. Com quase dois meses desde que tomou posse como presidente, o crescimento foi superior a três mil novos inscritos. Procurado pela reportagem, o Fluminense confirmou o crescimento no plano, mas não informou a quantidade total de sócios aptos atualmente.

Algumas ações da diretoria foram importantes para mudar esse cenário. Procurados pelo EXTRA, recém associados elogiaram a presença de funcionários do clube trabalhando como um “guichê presencial”, abordando torcedores no Maracanã (no setor sul do estádio) e nas Laranjeiras (no treino aberto, no telão público e na ‘FluFest’).

Vale lembrar que transformar associação em dinheiro é um dos caminhos pensados pelo Fluminense para combater a crise financeira. Atualmente, o Tricolor apresenta dívida total de R$ 420 milhões e R$ 230 milhões em provisões, de acordo com o estudo Itaú BBA.

– Nosso primeiro trabalho é organizar a dívida, hierarquizar o pagamento para trazer o fluxo de caixa e, aí sim, atrair novos investidores, novas receitas, montar um grande plano de sócio-torcedor, buscar um patrocínio master, brigar pela readequação das cotas de tv… – contou Mário, em entrevista ao GLOBO ainda no período eleitoral.

Extra