Fluminense derrota o Paysandu e avança na Copa do Brasil.

flu_ciceroCícero comemora ao abrir o placar para o Fluminense sobre o Paysandu – Nelson Perez/Divulgação Fluminense

A trajetória do Fluminense rumo às quartas de final da Copa do Brasil poderia ter sido até um pouco mais tranquila, não fosse o pênalti que acabou no gol do Paysandu, o Papão da Curuzu, ainda no primeiro tempo, nesta quarta, no Mangueirão. Mas o fato é que o tricolor, desde o início, foi para cima, ignorou a vantagem adquirida no primeiro jogo, a torcida rival, que lotou o tradicional estádio, e os 10 desfalques para dominar a partida, vencer por 2 a 1 e ficar com a merecida vaga. Somente o Botafogo havia vencido os donos da casa em seus domínios este ano.

TABELA: Os jogos da Copa do Brasil

Com marcação no campo adversário, diminuição dos espaços e duas linhas de quatro, com Marcos Júnior e Magno Alves à frente, no ataque, Enderson Oliveira foi ofensivo como prometia e liberou Victor Oliveira, zagueiro improvisado de lateral-esquerdo, para atacar.

E foi dos pés de Victor Oliveira que saiu a jogada do gol do Fluminense, aos 15 minutos. O zagueiro/lateral foi à linha de fundo e cruzou na cabeça de Cícero, que subiu para abrir o placar. Nos últimos quatro jogos, Cícero fez três gols. Foi o primeiro gol sofrido pelo Paysandu na Copa do Brasil em seu estádio.

Ainda que faltasse pontaria aos seus jogadores, o Paysandu foi avançando e conseguiu o pênalti, claríssimo, aos 38, quando Victor Oliveira derrubou Aylon. Pikachu bateu rasteiro no canto esquerdo e empatou, aos 40. Foi o 17º gol dele na temporada, o quarto na Copa do Brasil.

A intenção do Paysandu de pressionar o Fluminense, que se manifestou, ainda que timidamente, no fim do primeiro tempo, foi por água abaixo com o gol de Marcos Júnior. Aos 8 do segundo tempo, após cruzamento de Scarpa, Magno Alvez rolou para o atacante, que tocou de primeira para selar a vaga.

Aos 32, Betinho foi expulso após acertar uma cotovelada no nariz de Edson, que saiu de campo de ambulância, imobilizado, para fazer um exame de imagem facial. Ele foi levado para um hospital particular a cerca de 10km do estádio. A suspeita era de fratura no local. Após o choque, o jogador teria perdido os sentidos por 10 segundos. O jogo ficou paralisado por oito minutos para o atendimento ao volante tricolor.

PAYSANDU 1 x 2 FLUMINENSE

Local: Mangueirão, em Belém (PA)

Árbitro: Luis Teixeira Rocha (RS)

Assistentes: Fábio Pereira (Fifa/TO) e Carlos Henrique Selbach (RS)

Renda/Público: R$1.495.726,00 / 31.418 (pagantes)

Cartões amarelos: Aylon, Fahel, João Lucas e Augusto Recife (PAY). Edson, Victor Oliveira, Júlio César e Pierre (FLU)

Cartão vermelho: Betinho (PAY)

GOLS: Cícero 0-1 (16’/1ºT), Yago Pikachu 1-1 (pênalti, 40’/1ºT), Marcos Júnior 1-2 (8’/2º)

PAYSANDU: Emerson, Yago Pikachu, Thiago Martins, Gualberto e João Lucas; Ricardo Capanema (Misael, 18’/1ºT), Fahel (Betinho, 20’/2ºT), Jhonnatan e Carlinhos (Augusto Recife, 41’/2ºT); Aylon e Leandro Cearense – Técnico: Dado Cavalcanti.

FLUMINENSE: Júlio César, Renato, Gum, Marlon e Victor Oliveira; Edson (Pierre, 40’/2ºT), Jean, Gustavo Scarpa, Marcos Júnior (Vinícius, 29’/2ºT) e Cícero; Magno Alves (Higor Leite, 46’/2ºT) – Técnico: Enderson Moreira.
O Globo