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França apoia possível força de paz da ONU no Mali

Tropas francesas tomaram última cidade dominada por islamitas no país

O ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, com as tropas francesasO ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, com as tropas francesas (Jean-Paul Pelissier/Reuters)

O ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, expressou apoio na quinta-feira à ideia de enviar forças de paz da ONU ao Mali, ao dizer que a França poderia participar em um plano desse tipo. Na quarta-feira, as tropas francesas tomaram o aeroporto de Kidal, a última cidade dominada por rebeldes ligados à Al Qaeda, e em breve devem deixar o país africano.

Entenda o caso


  1. • No início de 2012, militantes treinados na Líbia impulsionam uma grande revolta dos tuaregues no norte do Mali. Em março, o governo sofre um golpe de estado.
  2. • Grupos salafistas, com apoio da Al Qaeda, aproveitam o vácuo de poder para tomar o norte do país – onde impõem um sistema baseado nas leis islâmicas da ‘sharia’.
  3. • Em janeiro de 2013, rebeldes armados, com ideais bastante heterogêneos, iniciam uma ofensiva em direção ao sul do Mali, e o presidente interino, Dioncounda Traoré, pede socorro à França.
  4. • Com o aval das Nações Unidas, François Hollande envia tropas francesas e dá início a operações aéreas contra os salafistas, numa declarada guerra contra o terrorismo.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas começará a discutir a possibilidade de destacar tropas da ONU ao Mali, uma ideia que anteriormente causou desconforto com a recente intervenção militar da França no país. Depois de tomar Kidal, a França planeja transferir logo o controle a uma força de países africanos, cuja tarefa será dispersar insurgentes de seus redutos.

Enviados da ONU têm dito que o envio de uma força de paz ofereceria vantagens claras sobre uma força liderada por nações africanas, uma vez que seria mais fácil monitorar o respeito a direitos humanos e a ONU poderia escolher a nacionalidade dos contingentes a serem usados na força.

A França já destacou cerca de 4.500 soldados para a ofensiva que dura três semanas, destinada a combater o controle de islamistas em cidades no norte do Mali, que dura dez meses.

(Com agência Reuters)