Fundo da Noruega tira US$ 1,4 bilhão do Brasil

dolar-cedulas-moeda-estados-unidosMaior queda da exposição ao Brasil aconteceu na renda fixa(Christopher Furlong/Getty Images/VEJA)

O maior fundo soberano do mundo, o Fundo da Noruega, reduziu a exposição ao Brasil em 1,4 bilhão de dólares no primeiro semestre deste ano. Balanço divulgado pelos gestores do fundo na quarta-feira revelou que a parcela da carteira investida em ativos brasileiros diminuiu em 16,7% em seis meses em termos nominais. Os gestores dizem que a economia brasileira tem desempenho “particularmente ruim” entre os emergentes.

O patrimônio do Fundo Soberano da Noruega alocado no Brasil diminuiu em 11,82 bilhões de coroas norueguesas ou 1,42 bilhão de dólares. Em 30 de junho, o fundo mantinha patrimônio total de 58,887 bilhões de coroas norueguesas no Brasil (aproximadamente 7 bilhões de dólares). Na mesma data, o patrimônio total do fundo soberano norueguês somava 6,89 trilhões de coroas norueguesas ou cerca de 830 bilhões de dólares pela taxa de câmbio de quarta-feira.

“Muitos mercados emergentes viram condições financeiras mais difíceis e alguns foram atingidos pela queda dos preços das commodities. A economia brasileira teve desempenho particularmente ruim com crescimento negativo e inflação alta”, cita o relatório divulgado pelos gestores.

O relatório não traz detalhes sobre quanto da diminuição da exposição ao Brasil foi gerada pelo desinvestimento no país ou pela desvalorização dos ativos brasileiros. A maior queda da exposição ao Brasil aconteceu na renda fixa. Em seis meses, a parcela do fundo alocada em ativos brasileiros caiu de 1,5% para 1,2% do patrimônio total destinado à renda fixa.

Isso representa queda de 18,9% em valores nominais ou cerca de 6,6 bilhões de coroas norueguesas (aproximadamente 794 milhões de dólares). Boa parte dessa diminuição aconteceu com títulos soberanos do Brasil, posição que diminuiu em 6 bilhões de coroas norueguesas (cerca de 723 milhões de dólares) em um semestre.

Resultados – O Fundo da Noruega teve retorno negativo equivalente a 0,9% no segundo trimestre de 2015. A perda equivalente a 73 bilhões de coroas norueguesas (cerca de 8,8 bilhões de dólares) foi gerada especialmente pela oscilação do mercado global de títulos de renda fixa e a volatilidade da renda variável no período.

(Com Estadão Conteúdo)