João Pessoa 21/02/2019

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Futuro presidente da Câmara de Bayeux acusa Noquinha e Berg de ‘manobras’

Kita também apontou problemas na gestão com atrasos salariais e problemas com a empresa de coleta de lixo.

Futuro presidente da Câmara de Bayeux acusa Noquinha e Berg de realizarem manobras (Foto: Divulgação)

O futuro presidente da Câmara de Bayeux, a partir de 1º de janeiro de 2019, Jefferson Kita, disse que o atual dirigente da Casa fez uma manobra para colocar a votação do pedido de cassação de Berg Lima (Podemos) para o próximo ano e, sendo o gestor cassado, haver eleições indiretas no município. Kita também apontou falhas na gestão do interino, como atrasos salariais e problemas com a empresa de coleta de lixo.

O vereador Kita ignora a Lei Orgânica ao dizer que Noquinha quer se beneficiar em uma ‘manobra’ para haver eleição indireta. Isso porque a escolha de novo gestor pela Câmara já é válida também nos dois primeiros anos de mandato, diferente dos outros municípios, onde pode haver eleição direta, em caso de vacância no primeiro biênio, como está ocorrendo em Cabedelo.

Noquinha decidiu antecipar, do dia 8, para o dia 3 de janeiro de 2019 a votação do pedido de cassação de Berg Lima.

Kita criticou a gestão de Noquinha, prefeito interino enquanto Berg Lima não retornava ao poder e a atuação dele no comando da Câmara. “Uma gestão desastrosa com salários atrasados e problemas com a empresa de coleta de lixo, 13º salário atrasado. Bayeux se tornou a terra dos golpes. A eleição indireta não deveria existir. Noquinha fez uma manobra e colocou a votação do pedido de cassação para o próximo ano ou para se beneficiar ou para beneficiar alguém com a eleição indireta.”

Noquinha teria argumentado que não havia tempo hábil para colocar o pedido de cassação em pauta ainda neste ano de 2018.

Sobre a volta de Berg Lima ao poder, Kita disse que ele se beneficia com a volta para a cadeira de prefeito porque pode articular favores com os vereadores e, assim, ter pelo menos seis votos contrários à cassação, o que já pode livrá-lo de ser cassado pela Câmara.

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