Gastos excessivos e falta de gestão levam Câmara de Sapé à insuficiência financeira

O déficit orçamentário da Câmara Municipal de Sapé cresce a cada mês, mas o que tem chamado atenção é que o presidente da Casa, o vereador Jonhi Rocha (PSDB), já não consegue manter regularidade nos pagamentos. Incrivelmente, o presidente conseguiu uma façanha – no mínimo inusitada – em seu primeiro ano de gestão a frente do parlamento municipal: é a única Câmara de Vereadores que se tem conhecimento a conseguir ordenar e pagar despesas superiores a arrecadação da edilidade, causando estranheza e a percepção de um fenômeno indecifrável da “multiplicação dos recursos”.

O fato é que a Câmara Municipal de Sapé recebe mensalmente através de repasse do executivo, a título de duodécimo, o valor de R$ 256.472,59, o que ao longo dos nove primeiros meses do exercício, perfaz um total de R$ 2.308.253,31. E, de forma totalmente inabitual, nesse mesmo período os gastos do parlamento mirim alcançaram a cifra de R$ 2.395.199,91, o que nos leva a concluir que foram ordenados e empenhados valores superiores a receita do período na ordem de R$ 86.946,60.

Em complemento aos desmandos apresentados, e como se não bastasse tamanho rombo nos cofres da Câmara de Sapé, o gestor se quer vem conseguindo cumpri os compromissos com seus auxiliares mais próximos.

Analisando o portal da transparência, bem com o Sagres Online, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), constata-se que os assessores Contábil e Jurídico da Câmara estão há dois meses sem receber seus vencimentos. O parlamento de Sapé é destaque negativo mais uma vez quando o assunto é a disponibilidade financeira do ente, tendo fechado o balanço financeiro do mês de agosto do corrente exercício com ínfimos R$ 257,70 no caixa da Câmara, amargando o pior saldo de todas as 223 Câmaras Municipais do estado da Paraíba.

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