Governo australiano afirma que EI quer fabricar armas químicas e já fez uso de cloro

EI quer armas químicasCombatentes do grupo terrorista Al-Shabab realizam exercícios militares, nos arredores de Mogadíscio, na Somália

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) pretende fabricar armas químicas e já fez uso de cloro em sua jihad, advertiu a ministra das Relações Exteriores da Austrália, Julie Bishop, em um evento na cidade de Perth, informou neste sábado a imprensa local. O EI representa uma das maiores ameaças que o mundo enfrenta, porque busca “solapar e derrubar” a ordem atual através dos meios que forem necessários, disse a ministra, segundo a emissora australiana “ABC”.

Julie indicou que o grupo jihadista está disposto a “utilizar todas as formas de violência possíveis para alcançar seu objetivo demente. Isto inclui armas químicas”. A ministra disse que o EI já começou a recrutar especialistas capazes de criar armas químicas e afirmou que a organização islâmica também já fez uso de cloro.

O cloro, assim como o fosgênio, é um agente asfixiante que causa danos nos pulmões através da exposição por inalação. Os efeitos são imediatos ou aparecem no curso aproximado de três horas em forma de irritação nos olhos, nariz e garganta, dor ao respirar, náuseas, vômitos e queimaduras na pele. Os pulmões incham e se enchem de líquido nos casos extremos. Apesar de existir a possibilidade de a vítima sobreviver, ela acaba desenvolvendo, em geral, problemas respiratórios crônicos. “As armas químicas recebem menos atenção do público que as ameaças nucleares e biológicas. No entanto, produtos químicos tóxicos foram os mais usados no século XX”, disse a ministra.

O governo australiano elevou em setembro o alerta por terrorismo e, desde então, a polícia evitou seis atentados de jihadistas radicalizados, enquanto mais de uma centena de australianos se uniram às fileiras do EI no Iraque e na Síria e outros 150 apoiam a organização dentro da Austrália.

O Executivo endureceu as leis e quer aprovar uma em particular para cancelar a nacionalidade australiana dos terroristas com dupla cidadania, como parte das medidas para combater a radicalização e evitar possíveis atentados no país.