João Pessoa 14/12/2018

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Governo pode realocar profissionais para cobrir buracos do Mais Médicos

Inscrições vão até 7 de dezembro - Desistentes vão devolver recursos

Medida foi anunciada pelo ministro da Saúde, Gilberto Occhi

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse nesta 2ª feira (26.nov.2018) que estuda realocar médicos que já integram o programa Mais Médicos para locais que não tiverem a adesão de novos profissionais.

As inscrições no programa vão até o dia 7 de dezembro. Após o fim do prazo, o ministério verificará se faltam médicos em determinados municípios e comunicará o que será feito para que a população não fique sem atendimento.

“A gente pode propor 1 deslocamento de médicos do programa. Lembramos que o programa tem 18 mil médicos trabalhando e apenas 8,5 mil vagas dos cubanos”, disse o ministro.

“Poderemos, sim, identificar a possibilidade de remanejar algum médico. São hipóteses que só vamos trabalhar depois do dia 7 [de dezembro], completou.

De acordo com o último balanço divulgado pelo ministério, até as 12h desta 2ª, 97,2% das vagas do novo edital do programa já haviam sido preenchidas.

O salário de 1 médico no programa é de R$ 11.800. Podem se candidatar às vagas apenas aqueles que tiverem registro nos CRMs (Conselhos Regionais de Medicina) ou diploma revalidado no país.

Segundo a pasta, 8.278 médicos já estavam alocados no município para atuação imediata. Os profissionais têm até 14 de dezembro para entregar todos os documentos exigidos no edital no município onde atuarão. No total, 223 médicos se apresentaram nas unidades básicas de saúde.

edital do programa Mais Médicos foi publicado no Diário Oficial da União em 19 de novembro como medida emergencial após a saída de Cuba do programa. As inscrições para seleção do programa seguem até 7 de dezembro. O site, de acordo com o ministério, está estável.

DESISTÊNCIAS 

Gilberto Occhi disse que a pasta estará atenta para substituir os possíveis profissionais que resolverem deixar os postos escolhidos após assumirem.

Segundo o ministro, aqueles que deixarem o programa podem ter que devolver o custo da passagem e os auxílios que receberem para se fixar no município.

Occhi disse que não há nenhuma obrigatoriedade para os profissionais permanecerem nos locais escolhidos. “Caso surja a vaga, temos que repô-la para o atendimento à população”, afirmou.

Os médicos que se inscreverem no programa, mas que não forem efetivados por falta de vaga no local escolhido, poderão ser acionados.

CUBA SAI DOS MAIS MÉDICOS

Em 14 de novembro, o governo cubano anunciou o rompimento do acordo com o Mais Médicos e retirada dos cerca de 8.300 profissionais. O programa foi lançado durante a gestão de Dilma Rousseff (PT), em 2013.

De acordo com o Ministério da Saúde, o país discorda das condições que seriam impostas pelo governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

Alguns médicos cubanos deixaram o país na semana passada. Eles embarcaram no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, em destino à Havana, Cuba. Os profissionais foram recebidos pelo ex-presidente e líder do Partido Comunista de Cuba, Raúl Castro.

Castro foi até o avião para cumprimentar os profissionais acompanhado do nº 2 do partido, José Ramón Machado, e de 1 grupo de líderes políticos.

(Com informações da Agência Brasil.)