João Pessoa 20/04/2019

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Grupo de senadores de oposição ensaia racha sobre entrada do PT

Protestam contra a entrada do PT no bloco os seguintes senadores: Leila do Vôlei (PSB-DF), Jorge Kajuru (PSB-GO), Flávio Arns (Rede-PR) e Delegado Alessandro Vieira (Rede-SE)Pedro Ventura/Agência Brasília 

Pelo menos 4 senadores vão protestar dentro do grupo articulado por Cid Gomes(PDT-CE) contra Renan Calheiros (MDB-AL) na disputa pelo comando do Senado. Cid e Kátia Abreu (PDT-TO) querem incluir o PT no bloco, mas não há consenso entre os oposicionistas.

Protestam contra a entrada do PT no bloco os seguintes senadores: Delegado Alessandro Vieira (Rede-SE), Flávio Arns (Rede-PR),  Jorge Kajuru (PSB-GO) e Leila do Vôlei (PSB-DF).

O bloco de oposição anti-Renan Calheiros tem uma reunião marcada na casa do senador eleito Weverton Rocha (PDT-MA) às 19h30 desta 3ª feira (29.jan.2019). É nesse encontro que haverá o protesto contra a entrada do PT no grupo.

O time de Cid Gomes tem até o momento os apoios de PDT (4 senadores), PSB (3), PPS (2) e Rede (5), além do senador avulso, sem partido, Reguffe, de Brasília. Há uma tentativa de ampliar o grupo de 15 para algo entre 40 e 50 votos, com a adesão de siglas como PP, PTB, PSC, PSDB, PSD, Podemos, PRB e DEM. E, eventualmente, o PT, que tem 6 senadores.

SAIBA POR QUE ISSO IMPORTA

Para eleger o presidente do Senado é necessário ter, no mínimo, 41 dos 81 votos possíveis. Até agora, nenhum dos 9 candidatos ao posto tem nem perto desse apoio garantido. Para Renan Calheiros, que trabalha com os cânones da política tradicional, o melhor que pode acontecer é 1 racha na oposição –como esse que pode rejeitar o PT.

Esta 3ª feira (29.jan) será muito relevante para todas as articulações.

Do lado da oposição, a reunião na casa do senador eleito Weverton Rocha será decisiva para amalgamar ou implodir o grupo.

Já Renan Calheiros tentará impedir que o MDB decida o nome de seu candidato nesta 3ª feira, como pretende a senadora Simone Tebet, emedebista que também deseja entrar na disputa.

Com tantos pré-candidatos (9, pelo menos) e tão pouco consenso, só é possível saber que o próximo presidente do Senado permanece ainda 1 mistério.

Poder360