João Pessoa 22/03/2019

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Guedes assume com discurso em defesa de reformas e intimação à classe política

‘Não existe 1 superministro’, disse - Políticos precisam ‘lidar com a crise’

Paulo Guedes durante discurso em cerimônia de transmissão de cargoReprodução/TV NBR

Um dos “superministros” do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Guedes assumiu nesta 4ª feira (2.jan.2019) o Ministério da Economia com discurso em defesa das reformas e intimando a “classe política” a participar do projeto do governo eleito.

Ele afirmou que o desequilíbrio fiscal sempre foi o “calcanhar de Aquiles” das tentativas de estabilização do país e que o processo de recuperação da economia começa com o controle de gastos.

De acordo com ele, o país está “respirando à sombra de uma falsa tranquilidade na economia”. “As disfunções financeiras do país hoje parecem distantes, mas não estão. Estão em 1 momento de calmaria”, disse durante cerimônia de transmissão de cargo no Instituto Serzedello Corrêa, em Brasília.

Guedes lembrou o alto índice de renovação nas eleições deste ano e disse que os políticos precisam “sair e lidar com a crise” econômica. Defendeu que o Congresso precisa reassumir as escolhas sobre o Orçamento.

“A classe política está sendo criticada pela opinião pública porque tem muitos privilégios e poucas atribuições. O resultado das eleições foi 1 recado em alto e bom som”, disse. Ele afirmou, ainda, que Bolsonaro “pode ser caminho da reabilitação” dos políticos.

Guedes falou durante 49 minutos e foi aplaudido 8 vezes pelo público. O ministro, que receberá as atribuições dos atuais ministérios da Fazenda, do Planejamento e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, negou que seja 1 “superministro”.

“Será uma uma construção conjunta, não existe 1 superministro, alguém que vai resolver os problemas do Brasil sozinho. Os 3 poderes terão que se envolver, assim como a imprensa, que é o 4º poder”, afirmou.

No evento, os ministros Eduardo Guardia (Fazenda), Esteves Colnago (Planejamento) e Marcos Jorge (Indústria, Comércio Exterior e Serviços) entregaram as atribuições das pastas a Guedes.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), José Múcio, e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, também participaram da cerimônia.

PRIORIDADES DO MINISTÉRIO DA ECONOMIA

Guedes afirmou que o governo terá 3 pilares de atuação: a reforma da Previdência (prioridade nº 1), as privatizações e a simplificação tributária.

O ministro disse que as mudanças no sistema previdenciário garantem 10 anos de crescimento sustentável ao país. Pontuou, no entanto, que há “1 plano B” do ministério. Se a reforma não for aprovada, o governo apresentará a chamada PEC do pacto federativo, com objetivo de desvincular o Orçamento.

Entre as propostas, o ministro defendeu também o fim dos Refis, programas de refinanciamento de dívidas tributárias, e a adoção de medidas infraconstitucionais de simplificação, como a ampliação do tempo de renovação da carteira de motorista para 10 anos e a utilização de uma única identidade digital.

Poder360