João Pessoa 14/12/2018

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Homem denuncia que pai foi espancado no Juliano Moreira e que dentista retirou larvas da boca do paciente

O filho disse que o pai tinha marcas de espancamento no rosto e uma lesão no dente por ter sido atingido por soco.

O homem disse que um dentista retirou larvas da boca do pai internado no Juliano Moreira (Foto: Reprodução/Arquivo)

O filho de um paciente do Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, em João Pessoa, denunciou nesta terça-feira (20) que o pai foi espancado e estava com uma ferida não tratada na boca. Segundo o denunciante, um dentista retirou mais de 100 larvas da lesão bucal do pai dele.

O filho disse que o pai tinha marcas de espancamento no rosto e uma lesão no dente por ter sido atingido por soco. Segundo ele, isso fez com que o paciente ficasse de boca aberta e uma mosca teria pousado e depositado ovos.

“Estava com um fedor imenso (na boca). Meu pai é um homem limpo. Isso é um absurdo o que aconteceu com o meu pai. Ele está sendo avaliado por um médico do HU. Se não cuidar, pode virar um câncer na boca dele o ferimento, o médico falou”, disse o filho do paciente.

Uma suposta funcionária também falou à rádio Correio sobre a situação no Juliano Moreira. “Eles batem de murro. Já teve gente que saiu com braço quebrado. Tem cuidador que chega bêbado e diz: ‘hoje é na minha lei… quem aprontar vai levar pau’.”

Sobre as denúncias, o diretor do Complexo Psiquiátrico, Walter Freire, se pronunciou também em entrevista à rádio Correio, nessa terça-feira. “Foram uma surpresa para mim essas denúncias. Algumas declarações não condizem com a verdade. Um paciente quando está em crise e passa várias noites sem dormir, acontecem mudanças a nível corporal, a nível fisionômico. O paciente chegou com uma inflamação crônica na boca, grave. Quando a equipe descobriu esse comprometimento inflamatório na boca, ele foi enviado para o Trauminha e hoje pela manhã já foi ao HU fazer a avaliação.”

Ele explicou sobre a presença de larvas no ferimento. “A questão de ter algumas larvas, se o paciente ficar de boca aberta e posar algum inseto, em alguns minutos já começa o processo. Tivemos a visita do corregedor da Polícia Militar, que entrou no hospital, visitou o paciente. Ele está calmo, não existe hematoma no olho, como falaram que ele tinha sido espancado. Isso é uma das inverdades.”

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