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Homem é preso fraudando vestibular de Medicina na Paraíba, diz polícia

downloadUm homem de 27 anos foi preso fraudando o vestibular de Medicina da Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas (Facisa), em Campina Grande. Segundo a polícia, o suspeito, natural de Teresina no Piauí, veio à Paraíba apenas para coordenar um esquema fraudulento que ajudaria 20 estudantes piauienses a ingressar na univerisade privada. O homem de 27 anos foi preso na segunda-feira (10), durante a aplicação da prova.

De acordo com o delegado de Defraudações de Campina Grande, Iasley Almeida, a polícia identificou a fraude a partir de uma denúncia. “Recebemos a informação de que um grupo vindo do Piauí viria até Campina Grande fraudar o vestibular de Medicina da Facisa. Com estas informações, passamos a monitorar a aplicação da prova e conseguimos constatar a fraude, detendo os envolvidos em flagrante”, explicou.

Iasley Almeida explica que o esquema funcionava por meio do envio de gabaritos via mensagem de celular. O coordenador da fraude, o suspeito de 27 anos que já havia passado em vários vestibulares segundo a polícia, fazia a prova rapidamente e repassava o gabarito via celular para o restante dos integrantes da fraude.

“Os candidatos que recebiam os gabaritos do cabeça do esquema conferiam as alternativas quando iam ao banheiro para acessar os celulares. Os candidatos que recebiam os gabaritos eram adolescentes. Todos foram detidos, ouvidos e entregues aos seus responsáveis”, completou Iasley Almeida.

O delegado explicou que todos os envolvidos no esquema de fraude retornaram àTeresina, exceto o suspeito de 27 anos. Segundo Iasley Almeida, o cabeça da fraude permanecerá detido na Central de Polícia Civil de Campina Grande, para prestar novos esclarecimentos e posteriormente deve ser encaminhado à Penitenciária Regional de Campina Grande Raimundo Asfora, conhecida como Presídio Serrotão. “Estamos levantando algumas informações sobre o suspeito, estamos investigando a possibilidade de outras fraudes praticadas por ele em outros vestibulares”, explicou.

A polícia informou que o processo seletivo não precisará ser anulado, tendo em vista que a fraude foi impedida antes da conclusão. Todos os envolvidos responderão pelo crime de fraude de certame de interesse público. A Facisa informou ao G1 por meio de sua assessoria que vai emitir uma nota oficial sobre o caso até a quarta-feira (12).

Da Redação com G1PB