João Pessoa 22/04/2019

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Homem que matou ex-esposa com mais de 50 facadas é preso e confessa crime: ‘ciúmes’

Ednaldo de Araújo Barbosa, acusado de matar a ex-esposa com mais de 50 facadas na cidade de Campina Grande, no dia 30 de janeiro, foi preso nesta terça-feira (05) em um sítio próximo à casa da mãe da vítima.

O acusado confessou o crime e alegou que se sentia traído pela esposa com quem ele tem um filho e não queria ‘se desfazer’ da família. A mulher já não estaria mais vivendo com o acusado, que no dia dia do crime, de acordo com o delegado Francisco de Assis, saiu para beber e consumir drogas e quando retornou encontrou a vítima pronta para sair.

Após uma discussão o homem pegou a faca e golpeou a mulher por toda a extensão do corpo mais de 50 vezes.

Questionado a respeito do porquê de tamanha violência, o delegado afirmou que Ednaldo alegou estar fora de si e que sequer reconheceu a arma do crime. Ele contou que o acusado também afirmou que os amigos o incentivaram a cometer o assassinato, apontando que ela estaria saindo com outras pessoas e citaram até nomes de outros namorados que a vítima supostamente tinha.

O homem contou que não queria abrir mão, mesmo que eles não tivessem mais um relacionamento, e que a amava, alegando estar arrependido.

Ednaldo estava escondido em uma fazenda próximo à casa da mãe da vítima. Ele falou ao delegado que sabia que estavam procurando por ele e estava dormindo no matagal desde o dia do crime, por ser um local de difícil acesso.

O acusado vai para audiência de custódia onde ficará à disposição da Justiça.

Segundo testemunhas, a jovem estava na residência da ex-sogra visitando o filho, quando discutiu com o ex-companheiro na noite do dia 30, por volta das 19h. O suspeito teria visto mensagens no celular da vítima.

Luciana foi socorrida para o Hospital de Trauma de Campina Grade, mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante a madrugada da quinta-feira. De acordo com o médico Ronaldo Gadelha, a mulher deu entrada na unidade ainda consciente.

“Ela estava coberta de sangue e pelo o que vi ela foi ferida mais de 50 vezes, mas isso o Instituto Médico Legal ainda vai precisar”, disse o médico.

Marília Domingues / Márcio Rangel