Impasse na votação da reforma política tranquiliza políticos filiados a pequenos partidos

A forma letárgica e pouco prática com a qual o Congresso Nacional tem tratado a reforma política tem sido vantajoso para uma categoria que, ao que parecia, tinha muito a se preocupar: dirigentes e filiados a partidos de pequeno porte. É o caso do deputado estadual Branco Mendes, que cogitou deixar o PEN, se os dispositivos que prejudicam o funcionamento das siglas menores, a exemplo da cláusula de barreira, fossem aprovada em tempo para as eleições do próximo ano.

Branco lamenta os rumos da reforma política, mas confessa estar aliviado com o fato de não ser mais “obrigado” que mudar de legenda.

“Tudo indica que vai permanecer como está e se for assim creio que nós vamos permanecer também no mesmo partido, já que não houve nenhum tipo de alteração referente a lei eleitoral. Nós não vamos estar mudando de partido sem ter pra quê. Precisava o congresso ter dado uma resposta a sociedade, mas criaram as maiores dificuldades através de três comissões e infelizmente não se votou nada e nem vai votar”, disse.

Para valer em 2018, a reforma deve ser aprovada na Câmara Federal e no Senado até o início de outubro. Para Branco, dificilmente serão votadas mudanças em tempo para a eleição do próximo ano. “Da maneira como estamos assistindo o comportamento do Congresso Nacional, creio que não vai haver nenhum tipo de mudança, nenhuma alteração na legislação eleitoral”, disse.

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