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Imprensa nacional repercute pedido de Manoel Junior que tornou obrigatório ‘Teste do Coraçãozinho’ em bebês nascidos em hospitais públicos

MJ___O ‘Portal IG’ e o Jornal o Dia do Rio de Janeiro repercutiram a notícia da inclusão do exame de oximetria, conhecido como o ‘Teste do Coraçãozinho’ no Sistema Único de Saúde (SUS). Atendendo ao pedido feito pelo deputado Manoel Junior (PMDB-PB) em 2011, o Ministério da Saúde deu parecer favorável para que o teste seja instituído em todas as maternidades públicas do País.

 

Foi graças a Manoel Junior também, que a vacina a vacina pneumocócica foi incluída no Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde.

 

A oximetria é um exame indolor, utilizado para medir os níveis de oxigênio no sangue. Segundo o parlamentar, o procedimento deve ser realizado antes da alta hospitalar, para detectar a presença de cardiopatia congênita grave que coloca em risco a vida da criança.

 

A técnica além de contribuir para o diagnóstico precoce de problemas cardíacos, auxilia ainda, na avaliação da eficácia de manobras de reanimação. “Sem sombra de dúvidas, a oximetria é de fundamental importância para todos os recém-nascidos e resultará em ganho para o sistema de saúde público como um todo”, defendeu Manoel Junior.

 

Segundo informações da Organização Mundial de Saúde (OMS), de cada 1.000 crianças nascidas vivas, uma média de oito apresentam algum tipo de cardiopatia congênita, necessitando de cuidados médicos específicos.

 

O problema, é que muitas vezes, o diagnóstico das malformações congênitas ocorre somente após a alta hospitalar, o que aumenta o risco de morte do recém-nascido. Segundo o parlamentar [que também é médico], o rastreamento por oximetria ainda na sala de parto, poderia ajudar a salvar muitas vidas.

Matéria veiculada no Portal IG:

 

Ministério da Saúde deve criar proposta para a inclusão do teste do coraçãozinho

Uma em cada mil nascidos vivos apresentam algum tipo de cardiopatia crítica, doenças graves que matam em poucos dias ou deixam sequelas graves de mal súbito

Maria Fernanda Ziegler – iG São Paulo | 04/12/2013 19: 20:11:46

 

 

O Ministério da Saúde sinalizou a implantação de ações para que o teste do coraçãozinho seja instituído em todas as maternidades do País. O teste, feito em bebês com até 48 horas de vida, detecta cardiopatias críticas, doenças graves que matam em poucos dias ou deixam sequelas graves de mal súbito. Estima-se que um em cada mil nascidos vivos tenha alguma dessas doenças.

“A partir de agora, o Ministério da Saúde vai implementar políticas públicas. A normativa deve ser divulgada e implementada em ações em todas as maternidades do País”, disse o deputado federal Manoel Junior (PMDB-PB), autor da indicação ao ministério para implantar o procedimento. De acordo com o deputado, proposta recebeu parecer favorável e, após autorização da Secretaria de Atenção Básica, o teste do coraçãozinho deverá ser feito na rede pública de saúde de todo o Brasil.

O teste realizado em recém-nascidos ainda na maternidade faz a triagem de mais de 50 doenças, ao medir a oxigenação do sangue do bebê. A oximetria de pulso compara a diferença entre a luz vermelha, que é absorvida pelo sangue oxigenado, e a infravermelha, que é absorvida pelo sangue que não está oxigenado.

Quando o teste dá positivo, é preciso fazer um ecocardiograma para ter o diagnóstico da doença. “O teste em si é relativamente simples. É rápido, simples e barato. Ele gera mais custos em tratamentos, mas também salva muitas crianças”, disse o pediatra Gustavo Foronda. De acordo com o médico, o teste dura apenas três minutos e pode ser realizado por médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem. O equipamento custa no máximo R$ 2 mil, alguns modelos saem por 300 reais.

Para Márcia Rebordões, da Associação de Assistência à Criança Cardiopata Pequenos Corações, atualmente apenas 10 Estados e 72 cidades fazem o teste do coraçãozinho gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. “O teste detecta doenças que não podem ser identificadas clinicamente. Quando elas não são detectadas, geralmente a mãe acorda e vê a criança roxinha na cama, com o coração parado. Algumas vezes é possível reanimá-la no hospital, mas aí a criança já terá sequelas graves”, disse.

O filho de Márcia morreu com três anos e meio vitima da síndrome do coração esquerdo hipoplásico, a doença mais grave detectada pelo teste do coraçãozinho. Tiago não desenvolveu o ventrículo esquerdo e a válvula mitral do coração e assim não conseguia bombear o sangue corretamente para o corpo.

Durante a gestação, a má formação no coraçãozinho de Tiago foi detectada por ultrassom e confirmada por ecocardiograma fetal realizados durante a gestação, procedimentos possíveis mas muito mais caros e difíceis que o teste do coraçãozinho. Mesmo assim, após três operações complicadas, o pequeno Tiago não sobreviveu.

“Meu filho morreu após passar por três operações, mas vários sobreviveram por causa do teste do coraçãozinho e de boas cirurgias. Há casos de sobreviventes com 30 anos hoje Não diagnosticar uma criança é condenar uma mãe a passar o resto da vida se questionando se poderia ter feito mais”, disse.

 

Matéria veiculada no Jornal O Dia.

 

SUS: novo exame para bebês

Teste do Coraçãozinho em recém-nascidos deverá ser adotado por hospitais públicos

O DIA

Rio – O teste é simples, indolor e pode detectar doenças cardíacas em recém-nascidos. A boa notícia é que deverá ser incorporado no rol de procedimentos do SUS. Trata-se do Teste do Coraçãozinho (oximetria), que mede o oxigênio no sangue dos bebês e identifica alterações no órgão.

A inclusão do exame no sistema público foi pedido do deputado federal Manoel Junior (PMDB-PB) ao Ministério da Saúde, em 2011. Ele afirma que a oximetria é um exame fácil de ser adquirido, de baixo custo, e que deve ser realizado até 48 horas após o nascimento. Se o resultado apontar baixo índice de oxigênio no sangue (menor do que 95%) ou se a diferença entre as taxas encontradas nos membros superior e inferior for maior do que três, a recomendação é realizar um ecocardiograma. A criança não deve receber alta até o diagnóstico preciso. 

“É alto o número de óbitos em recém-nascidos por conta de doenças cardíacas não diagnosticadas após o parto, por isso esse exame é tão importante”, disse. 

Um a cada mil recém-nascidos vivos apresentam cardiopatia congênita grave. Cerca de 30% deles recebem alta hospitalar sem o diagnóstico, o que pode levar à morte, antes mesmo do início do tratamento, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria. De acordo com o órgão, nas primeiras horas de vida, muitas vezes, as doenças não apresentam sintomas e a asculta cardíaca pode não detectar o mal. 

O Ministério da Saúde informou que a implantação do teste será pauta de reunião da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), realizada hoje. Se o tema for aprovado, segue para consulta pública.

 

Por Camila Galgane