Indeciso sobre governo Temer ou eleições diretas, Tovar diz que ‘primeiro passo foi dado’ e ‘cunha também tem que sair’

Indeciso sobre governo Temer ou eleições diretas, Tovar diz que ‘primeiro passo foi dado’ e ‘cunha também tem que sair’

tovar governoO deputado estadual, Tovar Correia Lima (PSDB), que se licenciou nesta terça-feira (19), para retirada de um cisto, ainda não tem um aposição formada sobre o que acredita que seria a saída para a presidência da República, mas acredita que a Câmara ter dado prosseguimento ao processo de impeachment foi ‘primeiro passo’.

Em entrevista ao Sistema Arapuan de Comunicação, o deputado afirmou que a primeira avaliação que faz é que o país está em ebulição constante desde que começou esse processo e que a votação foi um ‘teatro armado na Câmara e os deputados, atores importantes que fizeram seu papel de forma positiva ou negativa’.

“Agora é dar o segundo passo, fazer com que o Senado julgue o processo e fazer com que o Brasil cresça, seja com Temer ou eleições diretas”, afirmou apontando que ainda não tem opinião formada sobre o assunto.

Contudo, o deputado afirmou que acredita que Dilma e o PT devem sair falando de ‘atrocidades que o PT cometeu’, mas também destacou que o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB) também deve se ausentar deste processo por conta dos atos de corrupção.

“Agora é uma coisa de cada vez, não se pode tirar a presidente, o vice, o presidente da Câmara. É um passo de cada vez e o primeiro foi dado domingo”, disse.

PMDB fortalecido na Paraíba – O deputado que é de Campina Grande, afirmou que o fato de o vice-presidente Michel Temer, potencialmente chegar ao governo fortalecerá o PMDB em todo o país, não só na Paraíba. Porém, ele avaliou que existem dois PMDBs e que houve ministros que licenciados votaram a favor do impeachment, mas outros que votaram contra. “O deputado Veneziano [pré-candidato] era contra o impeachment e no dia usou palavras mostrando que estava constrangido ao votar a favor. Acredito que em CG não sairá fortalecido”, disse. Porém em João Pessoa, o deputado enxerga o caminho inverso pela proximidade do senador José Maranhão e do deputado federal e pré-candidato, Manoel Júnior, que sairão fortalecidos se Temer for alçado presidente.

O deputado se afasta por 124 dias, devido ao pós-cirúrgico e quem assume é o suplente Jullys Roberto (PEN).

Marília Domingues / Adelton Alves