João Pessoa 20/05/2019

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Inquérito no STF segue ‘motivações semelhantes’ à censura, diz Santos Cruz

Afirmou que seu princípio é o mesmo - Procedimento apura ataques ao Supremo

Ministro afirma que motivações do inquérito para apurar ataques ao STF são as mesmas da censura à Revista Crusoé, já revogada

O ministro da Secretaria de Governo, general Santos Cruz, afirma, em notícia publicada nesta 2ª feira (22.abr. 2019), que o inquérito aberto pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar fake news e difamação contra os ministros da Corte tem “princípio” e “motivações” semelhantes à censura imposta aos sites da Revista Crusoé e O Antagonista. A informação é do portal G1.

A censura à reportagem intitulada “O amigo do amigo de meu pai” (e a todas as subsequentes que tratassem sobre o assunto) foi determinada em 15 de abril pelo ministro Alexandre de Moraes. Após uma série de críticas de autoridades e de fortes reações nas redes sociais, Moraes revogou sua própria decisão.

Santos Cruz afirmou ao site que a não se pode “silenciar liberdades”, mas que a imprensa também deve responder pelo que é publicado. “Sou a favor total das liberdades do cidadão e sou contra censura. A imprensa precisa ter responsabilidades, assim como qualquer cidadão. Não importa se é A, B ou C. Se tem algo incomodando, tem a Justiça para recorrer. O importante é manter os canais abertos, canais livres para total liberdade de imprensa”, disse.

O ministro diz também não conhecer tecnicamente o que está sendo investigado no inquérito do STF, mas afirmou que, se algo que está sendo investigado não for comprovado, quem acusou precisa ser responsabilizado.

O inquérito para investigar ataques contra membros do Supremo, que continua ativo, ordenou buscas e apreensões pela Polícia Federal contra 8 alvos, entre eles o general Paulo Chagas, amigo de Santos Cruz. Chagas é autor de críticas ao Supremo nas redes sociais.

Na última terça-feira (16.abr.2019), o ministro do STF Edson Fachin deu 5 dias de prazo, para que Alexandre de Moraes apresente informações sobre o inquérito. A decisão de Fachin foi tomada após a Rede Sustentabilidade acionar a Suprema Corte para derrubar a censura imposta aos sites O Antagonista Crusoé. Antes disso, a procuradora-geral da República Raquel Dodge havia determinado o arquivamento do inquérito. Moraes recusou-se a arquivá-lo.

Poder360