Interino de Bayeux revela que era ignorado por Berg: “Eu já não falava com ele há 30 dias”

Apesar de explicar que não estava rompido com o prefeito afastado Berg Lima (Podemos), o prefeito interino do cargo, Luiz Antônio, do PSDB, deu pistas de que Berg comandava a gestão sem se importar muito com a opinião do vice ou de vereadores. Apesar de ser aliado, Antônio revelou que há quase um mês sequer falava com o prefeito. “Nós não tínhamos nos falado pessoalmente já há 30 dias”, confidenciou.

Ele disse ainda que o distanciamento começou a ocorrer quando da formação do secretariado, logo no início do Governo. Berg não o consultou em nenhum momento. Depois, outro fato que causou ainda mais distanciamento, foi no tocante a construção do presídio federal. Segundo o prefeito interino, nem ele nem a Câmara sabiam da intenção da gestão de fazer com que a cidade virasse casa de presídios de alta periculosidade.

“Não houve rompimento com a gestão. O rompimento foi de ideias, na forma de gerenciar, tanto quanto da composição do secretariado, que o vice não foi consultado, e mais recentemente com relação a construção do presídio federal. O prefeito não discutiu com ninguém e depois teve que expor isso na Assembleia dizendo que era contra. Temos tão pouco hectares na cidade, então que usemos esses espaços para construção de empresas e não de presídios”

Sobre o envolvimento do prefeito em recebimento de propina, o vice disse desconhecer qualquer fato anterior ao flagrante realizado pelo Ministério Público e que, assim como a população, foi pego de surpresa.

“Nós não sabíamos de nada dessa natureza. O que se tinha publicizado era pela imprensa de folha de pessoal e nas redes sociais e via whatsapp, as pessoas contestavam, suspeitavam. Não tinha nada dessa magnitude. Eram coisas corriqueiras que apareciam no Sagres”, ressaltou.

O tucano adiantou que cumprirá o compromisso com todos os fornecedores que cumpriram suas obrigações dentro da legalidade, mas alertou que não compactuará com fraudes ou superfaturamentos.

“Os que cumpriram as licitações, dentro da legalidade, serão quitados. Mas, se houver superfaturamento, não serei eu que irei cumprir”, avisou. Relação com a Câmara

O novo prefeito disse que agora espera manter um bom relacionamento com a Câmara e quer que os vereadores façam uma gestão compartilhada em Bayeux, com a união de todos em prol do bem comum.

“Sempre tive um bom relacionamento com todos da câmara, antes de ser vice e como prefeito espero continuar assim, sem arestas. E espero que esse momento que vivemos aproxime ainda mais a câmara do executivo. Precisamos que a Câmara nos ajude , que se aproxime e que troque ideias e sugestões”, arrematou. As declarações do prefeito interino foram veiculadas durante entrevista à rádio CBN João Pessoa.

PB Agora