Irmãos são presos por matar brasiliense e jogar corpo em córrego

Irmãos são presos por matar brasiliense e jogar corpo em córrego

O Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, prendeu três irmãos acusados da morte do brasiliense Felipe César dos Reis Almeida (foto em destaque), 28 anos, no último domingo (6/1). Segundo a Polícia Civil goiana, o mentor do crime foi Wandiney Pereira Lemes dos Santos, 21, com quem a vítima teria acabado de iniciar um relacionamento.

Na última vez em que foi visto, Felipe estava na residência de uma amiga, em Taguatinga. “Ele saiu dizendo que voltaria para casa, mas foi até Valparaíso se encontrar com um rapaz com quem ele tinha um relacionamento. Eles passaram a noite de sábado para domingo em um motel, consumindo drogas, até que tiveram uma discussão sobre o rateio do entorpecente”, informou ao Metrópoles o delegado titular do GIH, Rafael Abrão.

Segundo o investigador, Wandiney foi preso em via pública, com três facas. Os dois irmãos, Adaílton Júnior Souza Santos, 20 anos, e Luís Davi Souza Santos, 19, estavam nos locais de trabalho quando a polícia chegou para levá-los detidos. Adaílton trabalha como pedreiro em uma obra em Valparaíso, e Luís é lavador de carros na cidade.

Após a discussão envolvendo o uso de drogas, Waldiney teria levado Felipe até a casa da família, sob o pretexto de resolver o impasse. Lá, Adaílton entrou no carro e Felipe foi surpreendido com um mata-leão aplicado pelo rapaz com quem ele havia passado a noite. Com o golpe, a vítima desmaiou. No banco de trás do carro, que pertencia ao pai da vítima, o agressor continuou a estrangulá-lo, até ter certeza de que estava morto.

Os dois irmãos seguiram com o corpo até um córrego no bairro Pacaembu, em Valparaíso, e o jogaram na água. No mesmo dia, vizinhos encontraram o cadáver boiando e chamaram a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.

“Ele [Waldiney] já foi preso por um homicídio praticado em Luziânia e é investigado por outro, em Valparaíso, no qual usou uma faca para matar a vítima. No dia da morte do Felipe, ele também estava armado com uma faca, mas não a usou. É um cara grande e disse que ‘se garantia no braço’”, revelou o delegado Abrão.

Receptação
Apesar de não ter desempenhado nenhum papel na morte do brasiliense, o irmão caçula do trio comprou, por R$ 700, o celular que pertencia à vítima – adquirido 10 dias antes da morte por Felipe César. “Ele vai responder pelo crime de receptação por ter comprado, sabidamente, um celular que era produto de roubo. Os outros dois vão responder por latrocínio, com pena de até 30 anos”, acrescentou o delegado.

Metrópoles