João Pessoa 25/04/2019

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Itamaraty: corrupção, narcotráfico e tráfico de pessoas norteiam governo Maduro

Chama gestão de ‘crime organizado’ Brasil não reconhece a legitimidade

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, durante cerimônia de posse

O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota na noite desta 5ª feira (17.jan.2019) em que diz que “o sistema chefiado por Nicolás Maduro constitui 1 mecanismo de crime organizado”.

“Está baseado na corrupção generalizada, no narcotráfico, no tráfico de pessoas, na lavagem de dinheiro e no terrorismo” , diz o texto sobre o govero venezuelano. Leia a íntegra.

O chanceler brasileiro cumpriu uma série de reuniões para tratar da questão venezuelana. Reuniu-se com representantes de países do Grupo de Lima, dos EUA, com o presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela em exílio, Miguel Ángel Martín, e com o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Alberto Lleras Camargo.

Nas reuniões, as autoridades discutiram a legitimidade de Nicolás Maduro na presidência e a manifestação do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, de se tornar o líder interino do Estado.

Em uma delas, no Planalto, o presidente Jair Bolsonaro esteve presente. Segundo o militar, Maduro teve ajuda dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, ambos do PT, para chegar ao poder.

“Sabemos como esse desgoverno chegou ao poder, inclusive com a ajuda de presidentes que o Brasil já teve, como Lula e como Dilma –e isso nos torna responsáveis pela situação em que vocês estão, em parte”, afirmou, em vídeo divulgado pela assessoria de comunicação do Planalto.

Também conversaram sobre estratégias para “restabelecerem a democracia na Venezuela”.

Nicolás Maduro assumiu em 10 de janeiro seu 2º mandato como presidente da Venezuela. Venceu com quase 70% dos votos, dentro de uma eleição que teve várias acusações de  irregularidades.

Na semana da posse, a OEA e o Brasil não reconheceram a legitimidade do presidente, afirmando que a eleição tinha sido fraudada.

Leia a íntegra da nota do Ministério das Relações Exteriores:

“Reunião com forças políticas democráticas venezuelanas

O Ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo realizou hoje reunião com as principais forças políticas democráticas venezuelanas. O encontro incluiu sessão que contou também com a presença de representantes de países do Grupo de Lima e dos EUA.

O Ministro reuniu-se separadamente com o Presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela e outros Magistrados do mesmo Tribunal, bem como com representante do Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA).

A reunião teve por objetivo analisar a situação na Venezuela decorrente da ilegitimidade do exercício da presidência por Nicolás Maduro e da manifestação do Presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, de sua disposição de assumir a Presidência da Venezuela interinamente, seguindo a Constituição venezuelana. Teve igualmente por objetivo discutir ideias de ação concreta para restabelecer a democracia na Venezuela.

O papel-chave do Brasil, sob a liderança do Presidente Bolsonaro, na mudança do cenário venezuelano, onde pela primeira vez em muitos anos ressurge a esperança da democracia, foi reconhecido por todos os líderes venezuelanos.

De acordo com as lideranças venezuelanas, hoje na Venezuela 300.000 pessoas correm o risco de morrer de fome. Mais de 11.000 recém-nascidos perdem a vida anualmente por falta de atendimento primário pós-natal. O déficit de medicamentos é de 85%. Os líderes venezuelanos enfatizaram que se trata de um genocídio silencioso, perpetrado pela ditadura de Maduro contra seu próprio povo.

O sistema chefiado por Nicolás Maduro constitui um mecanismo de crime organizado. Está baseado na corrupção generalizada, no narcotráfico, no tráfico de pessoas, na lavagem de dinheiro e no terrorismo.

O Brasil tudo fará para ajudar o povo venezuelano a voltar a viver em liberdade e a superar a catástrofe humanitária que hoje atravessa.”

Poder360