Jihadistas controlam segunda maior cidade do Iraque e civis fogem em massa - :: Paraiba Urgente :: Portal de Notícias

Jihadistas controlam segunda maior cidade do Iraque e civis fogem em massa

imagem de carro destruídoNesta quarta-feira (11), vários grupos de jihadistas tomaram o controle de Mossul, a segunda cidade iraquiana, além da província petrolífera de Nínive, no norte do país. Cerca de 500 mil habitantes fugiram da região nos últimos dias, com medo dos combates. Sem forças capazes de assegurar a defesa da região, o governo decidiu armar os cidadãos.

 O governo iraquiano está impotente diante do avanço dos combatentes do grupo islamita radical Estado Islâmico do Iraque em Levante (EIIL), que invadiu e tomou o controle de Mossul, capital de Nínive, com outros grupos jihadistas. A formação é considerada pelos Estados Unidos e pela ONU como a grande ameaça para a estabilidade da região. Na terça-feira (10), eles se apossaram da província de Nínive, a província petrolífera, da qual Mossul é a capital.

O exército e a polícia estão despreparados para enfrentar os experientes e bem armados insurgentes. Testemunhos comprovam que os próprios oficiais fugiram antes dos jihadistas chegarem à cidade. Diante desta realidade, o governo do primeiro-ministro Nouri al-Maliki decidiu armar os cidadãos para apoiar a luta contra os extremistas, numa demonstração de que a segurança no país está totalmente fora de controle.

Em Kirkuk, a leste de Mossul, os jihadistas do EIIL executaram hoje 15 membros das forças de segurança iraquianas, assumindo o controle de vários bairros da cidade.

Êxodo

As violências dos últimos dias provocaram a fuga de mais de 500 mil pessoas dos 2 milhões de cidadãos que habitam a província de Nínive, segundo a Organização Internacional para Migrações (OIM). Como é proibido circular de carro, os habitantes fogem a pé e já falta água potável e comida. Eles deixam Mossul, do lado oeste do rio Tigre, para o leste, na direção de outras regiões da província de Nínive e também para o Curdistão.

A organização também confirma que há um grande número de vítimas entre os civis e que o acesso aos quatro hospitais é impossível por se situarem em áreas de combate.

 

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