Jovem vítima de estupro sai de redes sociais a pedido de advogada

jovem estuprada sai redeA menor de 16 anos que sofreu um estupro coletivo numa comunidade da Zona Oeste do Rio, no último dia 20, excluiu suas contas do Facebook e do Twiiter. A decisão foi após a orientação de sua advogada, Eloisa Samy Santiago:

— Orientei porque ela ainda está sofrendo ameaças e ataques. Tem gente que pode estar falando sério.

A advogada disse ainda que a jovem ficou feliz em saber que o delegado Alessandro Thiers, da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) pode não mais ser o responsável pelas investigações do estupro coletivo:

— Falei com ela ontem à noite, dei notícia do que tinha conseguido do plantão judiciário. Ela ficou satisfeita que ele não vai mais acompanhar esse caso.

Advogada Eloisa Samy orientou menor a sair das redes sociais / 28-05-2016
Advogada Eloisa Samy orientou menor a sair das redes sociais / 28-05-2016 Foto: Leo Martins / Agência O Globo

“Minha vida foi apagada”, diz menor

Neste domingo, a menor de 16 anos vai ficar com familiares em casa, afirmou a advogada.

— Ela disse que não quer ler notícias nem falar com ninguém. Hoje ela ia curtir os familiares. Está sentindo que a vida foi apagada. Chegou a dizer isso: “apagaram minha vida”.

MP dá parecer favorável a três de quatro pedidos feitos pela advogada

O Ministério Público endossou o pedido feito pela advogada da menor de 16 anos para que o delegado Alessandro Thiers seja investigado pelo delito previsto no artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que é “submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento”. Segundo o MP, a advogada alega que a vítima sofreu constrangimento durante o depoimento. O órgão endossou ainda outros dois pedidos: que a investigação sobre o estupro ficasse com a DCAV e a divulgação das imagens com a DRCI. Por último, o MP deu parecer favorável ao pedido para que os suspeitos do crime fiquem distantes da vítima.

O afastamento do delegado do caso não foi endossado pelo MP porque, segundo o órgão, não seria sua atribuição.

O EXTRA entrou em contato com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, mas ainda não teve uma confirmação sobre o afastamento do delegado.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro também não se manifestou sobre a decisão.

Extra