João Pessoa 23/03/2019

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Justiça decreta prisão preventiva de suspeitos de assassinato na UnB

A juíza do Núcleo de Audiência de Custódia (NAC) entendeu que os acusados representam uma "especial periculosidade" e não poderiam responder em liberdade

Suspeitos foram presos no mesmo dia do crime, após investigações da Polícia Civil(foto: Renata Rusky/CB/D.A Press)
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) converteu a prisão dos suspeitos do assassinato na Universidade de Brasília em preventiva. Inicialmente, os quatro acusados do homicídio de Renan Rafael da Silva, 19 anos, tinham sido presos em flagrante, mas, caso a decisão fosse mantida pela Justiça, eles poderiam responder ao processo em liberdade em caso de pedido de habeas corpus dos advogados.
Com a conversão da prisão, Daniel Cordeiro, 19, Giovani Paiva, 20, Guilherme Fagundes, 19, e Willian Vítor, 22, ficarão encarcerados até o fim do processo. A decisão foi tomada em uma audiência de custódia realizada no sábado (3/11), um dia depois do crime, e segue a recomendação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que também se manifestou favorável à resolução.
A juíza do Núcleo de Audiência de Custódia (NAC), Paula Afoncina Barros, julgou o assassinato como um crime brutal: “A maneira como o crime teria sido executado pelos autuados revela circunstâncias concretamente graves”. Por isso, entendeu que os acusados representam uma “especial periculosidade” e não poderiam responder em liberdade.

Polícia prende quatro suspeitos de assassinar jovem na UnB http://bit.ly/2AHPtmK 

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Câmeras de segurança mostram o momento em que o jovem foi assassinado

Os suspeitos do assassinato ocorrido durante uma festa na UnB já tinham assagens pela polícia. Os jovens, apesar da pouca idade, tinham uma ficha com crimes como uso de drogas, receptação, tráfico e porte de arma de fogo.

Segundo o delegado-adjunto da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Bruno Santo Gordilho, a motivação do crime foi uma rixa antiga entre o atirador, Daniel, e a vítima, Renan, morto após ser baleado seis vezes e agredido, já no chão, pelos acusados.
Correio Braziliense