Justiça determina a prisão do DJ Rennan da Penha

Rio – A Justiça do Rio decretou, na tarde desta sexta-feira, que seja expedido um mandado de prisão contra Rennan da Silva Santos, de 25 anos, conhecido como DJ Rennan da Penha. O artista que é idealizador do ‘Baile da Gaiola’ baile funk promovido na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio, já foi preso em 2016 também por associação ao tráfico. Dessa vez, Rennan deverá cumprir, segundo a decisão, 6 anos e 8 meses em regime fechado.

O baile – que acontecia todos os sábados – chegou a reunir quase 30 mil pessoas durante uma edição comemorativa do aniversário do DJ. “Uma marca histórica, apesar de imprevistos”, comemorou Rennan da Penha nas redes. O DJ, um dos mais famosos do Rio e queridinho de jogadores de futebol, tem músicas com letras controversas de apologia às drogas.

No acórdão de outubro de 2018, que confirmou a condenação em primeira instância, o desembargador Antônio Carlos Nascimento Amado, da Terceira Câmara Criminal, afirma que Rennan e outro denunciado exerciam a função de “atividade” ou “olheiro” do tráfico, além da organização dos bailes clandestinos nas comunidades.

A decisão também determinou a prisão de outros dez denunciados além de Rennan. O DIA tentou contato com a assessoria de Rennan da Penha mas, até a publicação da matéria, não obteve sucesso. O espaço está aberto para manifestações.

Baile comemorativo

Em julho de 2018 o baile funk, no Complexo da penha, reuniu cerca de 25 mil pessoas e gerou polêmicas nas redes sociais. Em comemoração ao aniversário do DJ residente do evento Rennan da Penha, o baile começou na noite de sábado e só terminou às 16h de domingo, com o público espalhado por seis ruas residenciais e duas avenidas da comunidade Vila Cruzeiro, e música nas alturas.

Na época, a Polícia Militar informou que atuou com policiamento diferenciado na região nos dias do evento, com reforço aos acessos da comunidade e no BRT. Tanto a PM como a Prefeitura afirmaram que a festa acontece sem autorização, de forma irregular, mas que a Comlurb já realizou a limpeza do local.

O Dia