Justiça libera Ana Paula de uma das acusações no caso do modelo Dalmi

morte de DalmiAna Paula Teodózio Carvalho, que respondia pela morte do modelo Dalmi Coelho Barbosa Filho e por porte de arma, foi absolvida da segunda acusação em decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), na manhã desta terça-feira (28). Ela continua respondendo pelo crime de homicídio, ou seja, a Justiça não aceitou o recurso da defesa para esse caso. Dalmi Coelho foi morto a tiros em Santa Rita, Grande João Pessoa, no dia 22 de dezembro de 2012.

Em sessão no dia 20 de março de 2014, Ana Paula foi levada a julgamento e condenada às penas de 18 anos de reclusão pelo homicídio e mais dois anos de reclusão pelo porte ilegal de arma, totalizando 20 anos de reclusão, em regime inicial fechado.

A defesa de Ana Paula não aceitou a decisão e recorreu, mas a Câmara Criminal resolveu, à unanimidade, dar provimento parcial ao apelo, mantendo a pena pelo homicídio, já que, segundo o TJPB, não há o que se discutir em relação a decisão, e excluindo a condenação por porte ilegal de arma de fogo, pois o objeto serviu apenas para consecução do crime, tendo um fim específico.

De acordo com o relator, desembargador Joás de Brito Pereira Filho, Ana Paula Teodozio de Carvalho não teve a intenção de portar só por portar a arma de fogo, servindo esta apenas como instrumento ou meio à execução do crime de homicídio.

O caso

Dalmi Coelho Barbosa, de 27 anos, modelo e servidor público, foi assassinado na manhã de 22 de dezembro de 2012, em Santa Rita. De acordo com os autos, o caso ocorreu após o modelo reagir a suposto assalto e ser baleado três vezes, morrendo no local.

Nas investigações, a Polícia Civil descobriu que Ana Paula teria sido a mandante do crime, porque ela nutria um amor obsessivo e não correspondido pela noiva do modelo, Raquel Teófilo Sousa, com quem idealizava manter um relacionamento amoroso. O assassinato de Dalmi foi considerado passional.

A polícia descobriu que o modelo saiu de uma academia e, quando caminhava em direção a residência onde morava, foi abordado por três homens que anunciaram o assalto. Em seguida, o trio roubou um celular e atirou várias vezes contra a vítima que teve morte imediata com o objetivo de simular o latrocínio.

Em entrevista exclusiva exibida no Cidade Alerta Paraíba ela negou que tivesse participado do crime.

Portal Correio