Justiça mineira decreta sigilo no processo sobre ‘laranjas do PSL’

Justiça mineira decreta sigilo no processo sobre ‘laranjas do PSL’

O ministro Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) afirma que ‘sua inocência será comprovada’, segundo nota oficialSérgio Lima

A Justiça de Minas Gerais decretou sigilo no processo ao qual responde o ministro Marcelo Álvaro Antônio, suspeito de 3 crimes envolvendo 1 suposto esquema de candidaturas-laranjas do PSL nas eleições de 2018. A decisão é do juiz responsável pelo caso, Flávio Catapani, titular da 26ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte. Agora nenhum desdobramento da denúncia será divulgado.

As informações foram publicadas nesta 3ª feira (8.out.2019) pelo portal G1.

Álvaro Antônio e outras 10 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Eleitoral do Estado na 6ª feira (4.out.2019) por falsidade ideológica, apropriação indébita eleitoral e associação criminosa. Segundo o promotor Fernando Ferreira Abreu, o ministro e os outros denunciados tentaram burlar a lei:

“A Lei Eleitoral prevê cerca de 30%, no mínimo, de candidaturas femininas. Se pelo menos 30% desses candidatos teriam de ser mulheres, 30% dos recursos também teriam de ser direcionados às mulheres. O que ocorreu: algumas dessas pessoas receberam propostas para que se candidatassem e promovessem, ao longo da campanha, o pagamento de despesas para outros candidatos como uma forma de burlar o repasse dos recursos do Fundo Eleitoral e de se beneficiar outras candidaturas”, disse o promotor.

No indiciamento, a Polícia Federal afirmou que o então presidente do PSL em Minas “possuía o total domínio do fato, controle pleno da situação, com poder de decidir a continuidade ou interrupção do repasse de recursos do fundo partidário”.

Álvaro Antônio disse que não irá sair do cargo. Na 6ª, depois de a divulgação da denúncia, o Ministério do Turismo enviou a seguinte nota:

“O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, ainda não foi notificado oficialmente da decisão, mas reafirma sua confiança na Justiça e reforça sua convicção de que a verdade prevalecerá e sua inocência será comprovada. Assim como vem declarando desde o início da investigação, que teve como base uma campanha difamatória e mentirosa, o ministro reitera que não cometeu qualquer irregularidade na campanha eleitoral de 2018. Vale lembrar que esta é apenas mais uma etapa de investigação e o ministro segue confiante de que ficará comprovada sua inocência”.