João Pessoa 10/12/2018

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Kita anuncia enxugamento da folha, corte de gastos e fim das mordomias na Prefeitura de Bayeux

Austeridade, enxugamento da folha e corte de gastos com mordomias e regalias. Essas são algumas das medidas que o vereador Jefferson Kita (PSB), futuro presidente da Câmara Municipal de Bayeux, vai adotar caso assuma o comando da prefeitura a partir de janeiro do ano que vem.

Com a cassação do mandato do vice-prefeito Luiz Antônio (PSDB) e o afastamento do prefeito Berg Lima (sem partido), Kita, como presidente eleito da Câmara de Bayeux para o biênio 2019/2020, deve assumir o comando da prefeitura no início do próximo ano em substituição ao prefeito interino Noquinha (PSL), conforme determinação judicial.

“Vou governar quase como um interventor. Vou ter que cortar todas as regalias. Hoje cada secretário tem um carro locado (à disposição). Em momento de crise, isso é um absurdo”, declarou.

Kita ainda explicou como deve começar o trabalho de contenção de gastos em seu governo, caso de fato assuma o comando do Município. Para ele, os “pilares da administração pública” devem ter atenção especial já nos primeiros dias. A obediência à LRF deve também deve ser uma prioridade.

“São dois pilares da administração pública, que são folha de pessoal, vamos fazer enxugamento, e os pagamentos. Vamos ter que rever todas as licitações. A folha de Bayeux representa quase 70% do orçamento, ante um limite prudencial de 54%, determinado pela Lei de Responsabilidade fiscal”, afirmou.

Kita também comentou a situação orçamentária da cidade, que vive em sua totalidade de quase 90% de repasses de recursos, retirando o poder de investimento e a possibilidade de alocar recursos próprios para as maiores necessidades da população, longe das rubricas das verbas federais.

“O que eu vejo a curto prazo na cidade de Bayeux é austeridade para manter os serviços essenciais, como coleta, iluminação pública, medicamentos nos postos, merenda, limpeza urbana. Para as grandes obras, defendo as parcerias com o Governo Federal e com o Governo do Estado”, observou.

Atraso de salários

Para o vereador Kita, a cidade de Bayeux, na atual gestão, vive um colapso com a falta de serviços, atraso de salários e ausência da gestão pública. Segundo o parlamentar socialista, a questão da folha de pagamento é preocupante e pode complicar ainda mais a situação financeira do Município.

“A cidade pode entrar em colapso. Bayeux já está com quase duas folhas ‘dentro’ e vai ter que pagar o décimo integral porque não pagou a primeira parcela. Agora vai ter que pagar três folhas em menos de dois meses”, observou Kita na manhã desta segunda-feira (26), em entrevista concedida à Radio Band News FM, em João Pessoa.

De acordo com o vereador, caso assuma o comando do Poder Executivo sob as condições em que a prefeitura se encontra, será o maior desafio de sua vida. Ele, no entanto, se diz preparado para comandar o município.

“Vai ser o maior desafio da minha vida, mas eu não vou fugir da missão, se assim for dada. Sei do peso da responsabilidade, mas estou preparado. Ninguém está preparado para uma situação dessa, mas com alguns apoios que eu tenho e devido à minha formação em Gestão Pública, não virarei as costas para a minha cidade. Tenho uma visão técnica, apesar de ser político”, pontuou.

Kita revelou estar tranquilo quanto ao desafio que virá nos próximos meses, em virtude de contar com o apoio como o do atual e futuro governador, Ricardo Coutinho e João Azevêdo, respectivamente.

“O fato de ter essa ligação com o governador me deixa tranquilo. Na prática, ao longo desses últimos ano, g governador (Ricardo Coutinho) foi o prefeito de Bayeux. Em todas as grandes obras hoje feitas em Bayeux teve a ação do governador. Eu assumo a responsabilidade com mais tranquilidade sabendo que tem um governo que foi eleito, João Azevêdo, que é uma pessoa que tem comprometimento e que já foi secretário de Planejamento de Bayeux e conhece bem a cidade. Conto também com o apoio do futuro deputado federal Gervásio Maia. Ter essas pessoas do meu lado para me ajudar a enfrentar essa crise me deixa um pouco mais confortável”, disse.

Com informações do News Paraíba.