Lanche dos deputados em 2016 pode custar até R$ 117 mil

lanche caroDois tipos de sanduíche, bolos de diversos sabores e saladas de no mínimo 11 frutas diferentes. Este é o cardápio do lanche dos deputados estaduais do Espírito Santo em 2016, que pode chegar ao custo de R$ 117.488,28 aos cofres públicos.
O pregão online para contratar a empresa que fornecerá o banquete, a ser servido nas 130 sessões ordinárias e extraordinárias, foi lançado na última sexta-feira, dia 15.
Os parlamentares poderão escolher entre um sanduíche mais light, feito de pão integral com queijo branco e peito de peru light ou blanquet light; ou uma versão mais robusta, com pão de sal recheado com queijo, presunto, alface e tomate.  Já as saladas de frutas deverão ter mamão, goiaba, melão, acabaxi, kiwi, manga, maçã, pera, uva e laranja. Os bolos têm que ser nos sabores banana, milho, cenoura, maracujá, chocolate e fubá

O edital prevê o fornecimento de até 742 sanduíches, 371 saladas de frutas e 371 bolos por mês, a quantidade irá variar de acordo com as necessidades da Assembleia Legislativa (Ales). Os produtos estão previstos até mesmo para os meses de recesso da Casa, como julho e dezembro, já que podem ocorrer convocações extraordinárias.

O que dizem os parlamentares
Membro da Mesa Diretora da Assembleia, o deputado Cacau Lorenzoni (PP) explica que o valor do contrato deve diminuir em 40% com a concorrência do pregão e ressalta que a Ales é uma das assembleias mais econômicas do Brasil, segundo os portais da transparência.
“Esses lanches fazem parte da rotina dos deputados há muito tempo. Participamos de muitas comissões durante a manhã e muitas vezes não dá tempo nem de almoçar antes de ir para a plenária, por isso a importância de ter um lanche à disposição nas sessões”, defende.
Para o deputado estadual Sergio Majeski (PSDB) é preciso ter uma preocupação maior com os gastos da Ales. “Fiz minha parte e economizei R$ 370 mil ao diminuir o número de funcionários a que tinha direito. Há muitas audiências no interior que são rejeitadas no plenário ao alegarem falta de dinheiro para o custeio. Ao mesmo tempo vemos alguns gastos dispendiosos como esse. Não acho que o lanche seja fundamental, os deputados poderiam, por exemplo, trazer de casa sua própria comida”, afirma.
Gazeta