Lava Jato 67 mira multi ítalo-argentina que pagava 2% de propinas em cada contrato com a Petrobrás

Estatal foi alvo de cartel para vencer licitações. Foto: Fábio Motta/Estadão

Polícia Federal deflagra na manhã desta quarta, 23, a fase 67 da Operação Lava Jato para apurar corrupção passiva, ativa e lavagem de capitais. A operação tem apoio do Ministério Público Federal. Denominada Tango & Cash, a operação mira a empreiteira ítalo-argentina Techint, que compunha desde o início o ‘Clube’, cartel de empresas formado para vencer e abjudicar licitações das grandes obras da Petrobrás.

Polícia Federal deflagra na manhã desta quarta, 23, a fase 67 da Operação Lava Jato para apurar corrupção passiva, ativa e lavagem de capitais. A operação tem apoio do Ministério Público Federal. Denominada Tango & Cash, a operação mira a empreiteira ítalo-argentina Techint, que compunha desde o início o ‘Clube’, cartel de empresas formado para vencer e abjudicar licitações das grandes obras da Petrobrás.

Foi determinado o bloqueio de bens no valor de R$ 1,7 bilhão dos investigados. Os investigadores acreditam que as propinas pagas correspondiam a 2% do valor de cada contrato, o que pode ter gerado o pagamento de R$ 60 milhões em propina.

Cerca de cem agentes cumprem 23 mandados de busca e apreensão no Estado de São Paulo, nas cidades de São PauloCampinas e Barueri; no Estado do Rio, nas cidades de Rio de JaneiroPetrópolisNiterói e Angra dos Reis; e no Paraná, na cidade de Matinhos. Os mandados foram expedidos pela 13ª. Vara Federal de Curitiba.

Os investigadores apuram se o grupo empresarial repassava valores via empresas offshore a ex-diretores e ex-gerentes da Petrobrás, mediante a celebração de contratos fraudulentos de assessoria/consultoria.

Segundo os investigadores, um dos ex-diretores da estatal teria recebido, entre 2008 e 2013, US$ 9,4 milhões. A propina foi paga mesmo após ele ter deixado o quadro da empresa em 2012.

‘O Clube’ ficou constituído por nove grupos empresariais até 2006. São eles Odebrecht, Setal-SOG, UTC, Camargo Correa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon e MPE. Posteriormente, o grupo percebeu que era necessário permitir a entrada de outras empresas, uma vez que grandes empreiteiras brasileiras estavam de fora e isso ainda permitia certa concorrência nas licitações.

Estadão