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lideranças irão a reboque do eleitor em 2014

nonato bandeiraO presidente estadual do PPS e vice-prefeito de João Pessoa, Nonato Bandeira, previu uma eleição diferenciada para 2014. Em sua avaliação sobre o quadro político que se desenha, o eleitor será protagonista, antecipando-se as decisões que historicamente estiveram sob o domínio de lideranças, partidos e detentores de cargos públicos.

As impressões do presidente do PPS paraibano foram constatadas após visitas a algumas regiões do Estado. “No carnaval, percorremos o Sertão, o Brejo e agora estivemos no Vale do Piancó e encontramos pessoas decididas, que sabem do seu verdadeiro papel na política. Pelo que estou vendo não tenho dúvida de que já existe uma consolidação do voto em grande parcela do eleitorado, mesmo a campanha oficial ainda não tenha sido deflagrada”.

De acordo com Nonato, ao contrário do que era observado em eleições passadas, o eleitorado, de um modo geral, está atento ao que acontece no cenário político e deixou de esperar pelas decisões de lideranças de suas regiões. “Enquanto político A ou B se diz indeciso acerca de quem vai apoiar ou não, a população está determinada, sabe quem vai apoiar, quais as ideias que vai abraçar. Hoje, o eleitor tem posição”, avaliou.

Assessoria

O adesismo político foi outro ponto destacado pelo vice-prefeito da Capital como totalmente ultrapassado e que muitas vezes reverte contra a liderança local e o beneficiário desse apoio. “Tem local que é melhor passar bem longe de determinado prefeito, por exemplo, tanto por causa do desgaste administrativo quanto pelo oportunismo político. O cidadão está de olho, cobrando coerência e posicionamento firme de quem exerce um cargo público”, afirmou.

Para Nonato, a realidade de João Pessoa e de Campina Grande não difere muito da observada em outros municípios. Ele atribui esse novo momento à conscientização da população e o aperfeiçoamento democrático. “O eleitorado está acompanhando as atividades políticas, interage nas redes sociais, exige propostas viáveis, lembra das promessas não cumpridas. As pessoas estão exigentes e seletivas. A mobilidade social e o acesso à informação foram fundamentais também nesse processo”, destacou.

Assessoria