João Pessoa 18/02/2019

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Livraria Cultura apresenta plano e prazos para pagar dívida de R$285 milhões

Veja o plano das Livrarias Cultura para pagar a credores e funcionários

Em outubro de 2018 houve protesto em frente à livraria Cultura, em São Paulo. Foto: Bruno Santos/Folhapress

O Grupo Cultura apresentou o plano de recuperação judicial para as empresas Livraria Cultura S.A. e 3H Participações S.A. com o detalhamento de como pretendem abater a dívida estimada em R$ 285,4 milhões, dentro do processo judicial que busca superar sua crise econômico-financeira e reestruturar seus negócios.

No documento protocolado em 19 de dezembro na 2ª Vara de Falência e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo, a Livraria Cultura estabelece vários prazos para pagar as dívidas, por exemplo, com duas formas de pagamento de créditos trabalhistas, sendo de 30 dias para créditos incontroversos e de um ano para o saldo remanescente.

Diversas modalidades de quitação são apresentadas para os credores sem garantias de serem pagos, microempresas e empresas de pequeno porte. Quem tem créditos de até R$ 2 mil reais, por exemplo, os pagamentos serão parcelados em seis vezes, com primeira parcela 60 meses após a homologação do plano. O plano completo pode se acessado ao final da matéria.

A empresa argumenta que acreditou na promessa de crescimento do Brasil e investiu na sua expansão, sem prever a queda da renda dos consumidores e até mesmo a redução do hábito de leitura e elevação dos custos de produção. Mas afirma que tenta preservar a sua atividade empresarial como fonte de geração de empregos, tributos e riquezas; estabelecer a forma de pagamento de seus credores, sempre com vistas a atender aos melhores interesses de todos; e
possibilitar o soerguimento do Grupo Cultura, por meio da restruturação de seu passivo e de suas garantias, bem como da obtenção de novos financiamentos.

Ao apresentar condições específicas, o Grupo Cultura disse que poderá, ainda, a partir da homologação judicial do plano, gravar, substituir ou alienar bens do seu ativo permanente, até o limite de R$ 4 milhões, sem a necessidade de prévia autorização judicial ou da Assembleia Geral de Credores.

A crise no setor levou a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) a criar em dezembro um grupo de trabalho para auxiliar na reorganização da cadeia produtiva do livro e minimizar os reflexos da crise gerada por recuperações judiciais de grandes livrarias no setor gráfico a exemplo da Cultura e da Saraiva.

Diário do Poder