Livro reúne memórias e escritos inéditos de filha de Getúlio

Sucesso de vendas ao ser lançado originalmente, em 1960, Getúlio Vargas, Meu Pai (Objetiva, 568 páginas, 69,90 reais) volta às livrarias brasileiras para uma segunda edição, ampliada e com escritos inéditos de Alzira Vargas do Amaral Peixoto (1914-1992), filha do ex-presidente brasileiro que atuou como sua auxiliar de gabinete entre 1937 e 1939.

A primeira edição contava a vida de Getúlio Vargasde 1923 (a Revolução de 1923, no Rio Grande do Sul) a 1937 (O início do Estado Novo), além de bastidores da política brasileira e testemunhos da época. Alzira começou a escrever a continuação dessas memórias, mas não chegou a terminar antes de sua morte. Sua filha, Celina Vargas do Amaral Peixoto, reuniu o material e o disponibilizou nesta segunda edição.

O livro não deve ser encarado como uma biografia – para isso, seria mais recomendada a leitura dos tomos escritos pelo jornalista Lira Neto –, mas sim como um testemunho de uma filha sobre seu querido pai. Por isso, o retrato de controvérsias em que Getúlio se envolveu, como a ditadura do Estado Novo, é relativizada e suavizada. Por outro lado, não faltam anedotas e relatos íntimos sobre o político, como o da morte de Getulinho, irmão mais novo de Alzira, e do acidente de carro que Getúlio sofreu em 1942.

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