Lyondell desiste de compra da Braskem, controlada pelo grupo Odebrecht

Lyondell desiste de compra da Braskem, controlada pelo grupo Odebrecht

Criada em agosto de 2002, a Braskem é a maior produtora de resinas termoplásticas na AméricaReprodução/Instagram @braskem

O grupo holandês LyondellBasell desistiu de comprar a companhia petroquímica Braskem, controlada pelo grupo Odebrecht. O comunicado sobre o fim das conversas foi divulgado ao mercado na manhã de 3ª feira (4.jun.2019).

Segundo o CEO da Lyondell, Bob Patel, a compra da Braskem seria convincente por conta do portfólio de produtos da petroquímica. No entanto, após uma análise de risco, foi decidido não prosseguir com a transação.

A tentativa de venda da participação da Odebrecht na Braskem estava sendo feita em meio às dificuldades de caixa do grupo. Na semana passada, a Odebrecht colocou 2ª maior produtora de etanol do país, a Atvos, em recuperação judicial.

O grupo também foi impactado pela operação Lava Jato. Na última 6ª feira (31.mai), a CGU (Controladoria-Geral da União) e AGU (Advocacia-Geral da União) assinaram acordo de leniência com a Braskem no valor de R$ 2,87 bilhões. Os valores envolvem pagamentos de dano, enriquecimento ilícito e multa no âmbito de contratos fraudulentos que envolveram recursos públicos.

Atualmente, a Braskem é controlada pela Odebrecht, que possui 50,1% das ações com direito a voto. A Petrobras possui 47% do capital votante da petroquímica.

Caso o negócio tivesse fechado, a Lyondell e a Braskem se tornariam, juntas, a maior produtora mundial de resinas plásticas com receita líquida da ordem de US$ 50 bilhões ao ano.

Eis a íntegra da nota da Braskem:

“A Braskem S.A. (“Braskem” ou “Companhia”), em prosseguimento ao Fato Relevante divulgado em 15 de junho de 2018, vem comunicar aos seus acionistas e ao mercado que foi informada pela Odebrecht S.A., sua acionista controladora, da decisão em conjunto com a LyondellBasell de encerrar as tratativas a respeito da potencial transação envolvendo a transferência à LyondellBasell da totalidade da participação da Odebrecht no capital social da Braskem.

A administração da Companhia seguirá em busca de oportunidades que tenham o potencial de agregar valor à Braskem e, consequentemente, a todos os seus acionistas”, informou a Braskem.

Poder360