Mais caro que o ouro, este metal se valoriza e especialistas não têm previsão de preço máximo

Em entrevista à Sputnik Mundo, analistas de entidades financeiras alertam sobre o risco de encarecimento de novos automóveis à medida que a valorização do paládio parece não ter fim.

Neste ano, o paládio, metal de transição do grupo da platina, já registrou um aumento de 40% em seu valor. Embora isso pareça uma boa notícia para seus comercializadores, o elevado preço poderá afetar a venda de veículos no mundo.

A razão disto seria a elevada produção de veículos que utiliza o metal na fabricação de conversores catalíticos os quais são usados no escapamento de carros movidos a gasolina, considerados menos poluentes.

Como explicou em entrevista à Sputnik Mundo Ole Hansen, executivo da Saxo Bank, a valorização do metal parece não ter limite.

“Não poder haver um preço máximo para o paládio enquanto não alcançarmos um nível em que seja mais adequado usar outro metal, como a platina, ou até que uma desaceleração da economia mundial conduza a uma diminuição na demanda de novos automóveis”, disse Hansen.

Uma vez mais caro, o paládio poderá elevar o preço dos automóveis novos.

Veículos alternativos

Tendo em vista o aumento de preço do metal mais caro que o ouro, os veículos movidos por energia alternativa, como os carros elétricos, poderiam ser uma opção, visto que durante sua produção o paládio não é usado.

Contudo, Roman Antonov, executivo do banco russo Promsviazbank, ressaltou que a transição para veículos elétricos seria demorada.

“A transição para outros tipos de transporte, em particular os veículos elétricos, os quais não usam o paládio, será demorada”, declarou Antonov.

Além disso, apesar de os veículos movidos a diesel utilizarem platina em sua produção, Oksana Lukicheva, analista financeira do Otkrytie Broker, disse à Sputnik Mundo que oscilações no mercado de platina não deverão mudar a situação.

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