João Pessoa 15/12/2018

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Mais Médicos tem R$ 3,6 bilhões reservados no Orçamento de 2019

8,3 mil cubanos deixarão o país Saída pode afetar 28 mi de pessoas Vagas serão ocupadas por brasileiros

Os médicos vindos de Cuba atuam em unidades básicas de saúdeReprodução OPAS/ OMS

Cerca de R$ 3,6 bilhões estão reservados para o programa Mais Médicos no Orçamento de 2019, informou o Ministério da Saúde. Os valores constam no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual), em tramitação no Congresso Nacional.

O valor representa estabilidade em relação ao autorizado para este ano, também de R$ 3,6 bilhões. Quando foi criado, em 2013, cerca de R$ 800 milhões foram reservados para a iniciativa.

Com a saída de Cuba do programa, 8.332 vagas precisarão ser preenchidas no país. Hoje, 46% dos 18.240 postos do Mais Médicos são ocupados por profissionais cubanos.

Segundo a CNM (Confederação Nacional de Municípios), cerca de 28 milhões de pessoas poderão ser afetadas pela saída dos profissionais.

Na 4ª feira (14.nov.2018), Cuba anunciou que deixaria o programa em resposta ao que classificou como declarações “ameaçadoras e depreciativas” do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

O militar questionou a preparação dos profissionais e disse que condicionaria a permanência dos estrangeiros à revalidação do diploma e à contratação individual dos médicos.

Jair M. Bolsonaro

Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou.

O Ministério da Saúde informou nesta 6ª feira (16.nov) que começará já em novembro a selecionar brasileiros para ocupar as vagas.

Criado no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, o Mais Médicos tem como objetivo reduzir o deficit de profissionais de saúde no país. O programa envia médicos para áreas onde há escassez ou ausência de profissionais nas unidades do SUS (Sistema Único de Saúde).

No processo de seleção, o programa dá prioridade a médicos brasileiros e estrangeiros com registro no país. Se as vagas não forem preenchidas, são chamados brasileiros formados no exterior e sem diploma revalidado. Só em uma 3ª etapa são chamados médicos estrangeiros com habilitação no exterior, mas sem diploma revalidado no Brasil.

Poder360