Manifestações contra e a favor do impeachment ocorrem em 24 estados mais DF

Manifestações contra e a favor do impeachment ocorrem em 24 estados mais DF

brasilia rio e sao pauloManifestantes na Avenida Atlântica, em Copacabana – Custódio Coimbra

BRASÍLIA, RIO e SÃO PAULO – Manifestações contra e a favor se espalharam por todo o país desde a manhã deste domingo. Segundo o site “G1”, vinte e quatro estados e o Distrito Federal registram protestos neste momento. (TEMPO REAL: Acompanhe as manifestações e a discussão na Câmara). Entre os estados com protestos estão Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo, além do Distrito Federal.

Manifestantes no espaço cercado da Esplanada dos Ministérios, no primeiro plano manifestantes pró-impeachment e ao fundo os manifestantes pró-governo.

Em Brasília, manifestantes contra e favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff protestam na Esplanada dos Ministérios. O lado sul foi reservado aos favoráveis ao impeachment, e o lado norte os que apoiam ao governo. Um homem compareceu ao protesto carregando um “caixão” de Dilma. A Secretaria de Segurança Pública estimou a presença de 3,6 mil pessoas a favor do afastamento da petista.

Os manifestantes que estavam acampados no estacionamento do Mané Garrincha, contrários ao afastamento, chegaram a Esplanada. Vestidos de vermelho, eles gritam palavras de ordem. Segundo a PM, são cerca de 7 mil. A PM informou que a situação está pacífica dos dois lados da Esplanada.

Embalados pelo funk da Furacão 2000, manifestantes contra o impeachment se reúnem na praia de Copacabana

No Rio de Janeiro, a manifestação contra o impeachment é embalada por sucessos como “Rap do Silva”, “Nosso Sonho” e “Rap do Salgueiro” na Praia de Copacabana. O protesto, que começou por volta das 10h30m, foi organizado pela Frente Brasil Popular e pela Furacão 2000.

Até mesmo kit anti-golpes foram vendidos na manifestação. Na esquina da Rua República do Peru com a orla de Copacabana camisetas, lenços e broches eram vendidos para quem desejava condenar o processo de impeachment.

Depois dos protestos contra o processo de impeachment pela manhã, a orla de Copacabana recebe à tarde manifestantes a favor do afastamento da presidente Dilma. Manifestantes assistem à transmissão da sessão da Câmara dos Deputados em um telão no posto 5 da Praia de Copacabana, mas em alguns momentos há falhas na transmissão. Os organizadores sugeriram que as falhas na conexão seriam uma estratégia para atrapalhar o ato.

Agora à tarde, ao som do grupo Sambistas pela Democracia, manifestantes vestidos de vermelho começam a se aglomerar nos Arcos da Lapa, em ato contra o impeachment. Um telão foi instalado por organizadores para exibir a votação.

Entre os militantes, que entoam “Não vai ter golpe, vai ter luta”, há esperanças de que o governo obtenha os votos necessários para interromper o processo na Câmara dos Deputados, neste domingo. A carpinteira Sheila Batista, de 39 anos, afirmou que o desejo de que políticas sociais do governo PT tenham continuidade a levou ao protesto deste domingo:

– Dilma e Lula deram oportunidade para mulheres como eu trabalharem em obras, ganhando o mesmo que os homens. Além disso, hoje todos podem entrar na universidade, basta querer.

Já em São Paulo poucos manifestantes se reúnem na Avenida Paulista, favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Um grupo pequeno protesta contra o processo no Vale do Anhangabaú, no centro da capital paulista.

Público pró-impeachment se reúne na Avenida Paulista –

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Polícias militares, no entanto, detiveram um homem acusado de cortar o pato gigante inflável da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O pato é usado como símbolo da campanha contra aumento de impostos intitulada “Não vou pagar o pato”. Segundo a Polícia Militar, o acusado portava uma faca e teria cortado o pato inflável por volta das 8h30m. Ele foi levado, algemado, ao 78º DP, no bairro do Jardins, zona sul da cidade. A Fiesp disse que a entidade tem quatro patos e confirmou que um deles foi atacado pelo acusado. O principal tem 112 metros de altura e já está colocado na Avenida Paulista, em frente à sede.

O líder do movimento Vem pra Rua, Rogério Chequer destacou em seu discurso a importância da mobilização da população para cobrar que os deputados votem a favor do impeachment. Para ele, até então, o Congresso atuava independente da vontade popular.

– Esse dia é histórico não apenas porque estamos aqui acompanhando essa votação, mas porque pela primeira vez temos milhões nas ruas para cobrar do Congresso que eles nos representem e sigam a vontade do povo. E esse povo está na rua para cobrar, não para fazer farra – discursou Chequer.

Também tem brasileiro protestando em Nova York e na Argentina. Na cidade americana, cerca de 15 pessoas fazem um protesto na Union Square contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

SEGUNDO IMPEACHMENT

Neste domingo, vinte e quatro anos após o impeachment de Fernando Collor de Mello, o primeiro presidente eleito após duas décadas de ditadura militar, a Câmara dos Deputados decide se autoriza a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. A aprovação, que precisa do apoio de 342 dos 513 deputados, poderá deflagrar o fim da era de 13 anos do PT no poder.

O Globo