Maranhão avalia voto de repúdio a RC dado pela Assembleia: ‘Ele tem dado motivos para esses sentimentos’ - :: Paraiba Urgente :: Portal de Notícias

Maranhão avalia voto de repúdio a RC dado pela Assembleia: ‘Ele tem dado motivos para esses sentimentos’

MARANHÃO AVALIAO ex-governador José Maranhão (PMDB) avaliou nesta quinta-feira (05) o voto de repúdio dado pela Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (04) ao governador Ricardo Coutinho (PSB). Os deputados aprovaram a medida por Coutinho ter dito em seu aniversário que daria uma surra de vara, querendo dizer surra de votos, na oposição nas eleições de 2014.

“Eu vi a declaração do governador a poucos minutos (na TV). Ele está muito assanhado porque foi aprovado uma moção de repúdio. Nunca houve isso na vida pública da Paraíba, e quiçá do Brasil, um governante em pleno exercício do cargo ter rejeitado o seu nome pela AL, em forma de repúdio”, avalia.

Segundo o presidente do PMDB, o governador tem dado motivo para esses sentimentos. “Primeiro ele vem governando de costas para o povo da Paraíba. Segundo, ele age como se a Paraíba não existisse antes do seu governo. Qualquer dia desses nós vamos assistir o governador convidar a sociedade paraibana para a inauguração da ponte do rio Sanhauá”, ironizou.

Sobre a declaração da surra de votos, o peemedebista considerou de mal gosto e infeliz: “Ele deu a declaração infelicíssima, dizendo que daria uma surra de vara nos seus adversários, seja qual fosse o seu candidato. Isso é uma provocação e uma incitação à violência. Felizmente ninguém na Paraíba, que é uma terra pacífica, pensaria num absurdo dessa natureza. Isso é uma falta de respeito”, argumentou.

Quando o apresentar Anderson Soares, do programa Rede Verdade do Sistema Arapuan, minimizou dizendo que o governador justificou, afirmando que foi mal interpretado porque queria dizer surra de votos, o ex-governador, arrematou. “Ele não diga que foi mal interpretado, diga que foi infeliz nas palavras que usou. Ele disse claramente surra de varas, se tivesse dito surra de votos ninguém estaria discutindo”.

Paulo Dantas