Maranhão diz que candidatura de Cida não decola e, sem PMDB, PSB perde eleição

aranhãi cidaPresidente estadual do PMDB, o senador José Maranhão afirmou, na noite desta sexta-feira (16), que não acredita que a pré-candidatura de Cida Ramos, do PSB, decole. Ele considerou que o nome do secretário estadual de Infraestrutura, João Azevedo, era mais forte e não foi capaz de conquistar o eleitorado. Maranhão cobrou reciprocidade do PSB e disse que o governador Ricardo Coutinho foi reeleito por conta do apoio do PMDB nas eleições passadas.

O senador garantiu que não se arrependeu da aliança com os socialistas e lembrou que os peemedebistas foram surpreendidos com o apoio de Ricardo Coutinho ao então candidato ao Senado pelo PT, Lucélio Cartaxo. Segundo ele, o PT e o PMDB tinham um acordo para uma aliança, com apoio ao então candidato a governador, Vital do Rêgo Filho, que encabeçou a chapa a partir da renúncia do seu irmão, deputado federal Veneziano Vital do Rêgo.

Maranhão foi o entrevistado do programa ‘Rede Debate’, da RCTV (canal por assinatura do Sistema Correio de Comunicação). O senador contou os bastidores de alguns episódios, como o anúncio do apoio de Ricardo à candidatura de Lucélio. “Sem um aviso prévio, ali acabou o nosso acordo com o PT. Aí eu fui chamado às pressas pelos companheiros. Eu tive que ser candidato (a senador)”, lembrou.

O senador disse que o PMDB não tem nenhum interesse de hostilizar as candidaturas do partido do governador. Na sua avaliação, se o PMDB não mantiver a candidatura do deputado federal Manoel Júnior a prefeito de João Pessoa, as oposições perderão no primeiro turno. “Não precisou muito tempo para o próprio governador me dar razão, quando ele retirou a primeira candidatura. Se o primeiro candidato tinha pouca densidade eleitoral (João Azevedo), tinha por outro lado uma postura de maior representatividade. Se o primeiro não deu certo, não acredito que a segunda dará certo”, previu.

José Maranhão argumentou que não ensejará um rompimento entre o PMDB e o PSB. “Deixo o governador à vontade para ele considerar ou não essa aliança importante. Eu não posso dizer que ela está sendo boa para o PMDB. Alguns segmentos do PSB insistem que o PMDB só é aliado se apoiar seus candidatos. Isso não é possível se fazer com partido nenhum, muito menos com um partido de expressão com é o PMDB”, afirmou.

O senador ainda falou sobre a chegada de Michel Temer à Presidência da República. Disse que os partidários de Dilma perdem tempo insistindo que impeachment foi um golpe e que o novo presidente tem compromisso com a transposição do São Francisco.

Portal Correio