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Médico recebe Título de Cidadão Pessoense

Médico Kléssios homenageadosA Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) outorgou o Título de Cidadão Pessoense ao ao professor, médico e cirurgião oncológico Klecius Leite Fernandes, na tarde desta quinta-feira (8). A propositura da honraria é do vereador licenciado Helton Renê (PP), atual secretário de Proteção e Defesa do Consumidor da Capital. A sessão solene foi presidida pelo vereador Raoni Mendes (PDT) e prestigiada por autoridades da medicina atuantes no Município.

Helton Renê falou que o homenageado tem recuperado vidas e almas através do projeto “Semente de Mostarda”, destacando como uma iniciativa de viés cidadão e de atuação prática na sociedade: “É um exemplo de amor e cidadania que me impactou. Ao conhecer o projeto, eu identifiquei alí um cidadão de coração. Eu pude minimamente sentir o que o amor por uma causa pode fazer, incluive com um profissional. O sentido de esculápio (deus da Medicina e da cura na mitologia greco-romana), de curador ou alma gentil, se aplica a Klecius. Embora o juramento de sua profissão tenha sido o de salvar vidas, este não apenas lhe limitou a uma atuação ‘feijão com arroz’ do cotidiano”.

O vereador licenciado afirmou que, para João Pessoa, receber Klecius Leite como filho representa muito mais do que uma outorga de título. “Não é só um jovem e brilhante cidadão, mas alguém que usa da Medicina como um sacerdócio. Uma pessoa ligada ao ser humano, não à mercantilização das vidas ou numerização dos pacientes”, enfatizou.

Raoni Mendes disse que percebe na prática do homenageado a de um bom semeador. “Um exemplo daquele que faz o bem sem olhar a quem. Ele convive com problemas que precisam de rapidez em investimentos em iniciativas desse porte por parte do poder público. O que Klécio nos faz é devolver à sociedade muito mais do que o que foi investido em sua formação numa universidade federal, em capacitação, em especialização. Acho que a CMJP nunca teve uma sessão tão especial quanto esta”, afirmou.

O representante do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federald a Paraíba (UFPB), e também primo do homenageado, João Euclides Fernandes Braga, comentou que Homenagem foi mais que justa, principalmente para quem conhece a vida pessoal e profissional de Klecius. João Euclides Braga ainda ressaltou o alcance do projeto “Grão de Mostarda” em Guarabira destacando a confiança que foi retomada pelas famílias dos participantes.

A sua atividade médica em nossa cidade honra a categoria médica em nosso Estado. O ‘Grão de Mostarda’ é uma iniciativa que se tornou uma árvore frondosa dentro do Hospital São Vicente de Paula a favor dos pacientes de oncologia”, comentou o representante do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), o médico Mário Toscano de Brito. Ele ainda frisou o trabalho dos médicos em servir ao próximo e àqueles que necessitam como característica de Klecius Leite.

O artista plástico Bruno Steinbach, paciente e amigo do homenageado, falou da semelhança do doutor Napoleão Laureano – que dá nome à CMJP – com Klecius Leite, pela dedicação aos pacientes com câncer. “O trato aos pacientes com o devido cuidado, respeito e carinho. É isso que vejo na decdicação diária deste médico com os seus semelhantes. O bom médico deve ouvir, entender e minimizar da melhor maneira o sofrimento dos seus pacientes. Que você continue com essa competência e generosidade no trato com seus pacientes”, afirmou.

Novo cidadão de JP faz discurso

O título do discurso do homenageado foi “Seja feita a Tua vontade aqui na Terra como no céu”, e ao revelar esse detalhe, Klécius orou o “Pai Nosso”. Agradecido aos familiares, amigos, pacientes e companheiros de trabalho, citou que a filantropia é algo para os nobres de coração e que a caridade tem que ser sentida.

Estou muito emocionado e recebo com gratidão esse Título, que pode ser contestado, porque eu já me sinto, de fato, um cidadão pessoense. Conheço os lugares, as pessoas daqui, a garra dos paraibanos, injetada em minhas veias. Um povo que se move pela fé e determinação, acolhedor e de temor a Deus. Além de pessoense, sou um sertanejo paraibano, sobretudo sertanejo. Tenho tudo isso em meu DNA. No Sertão não tem tempo nem verbo corretos, sem diferença entre pronomes, adjetivos ou numerais, mas sim a seca. O sertanejo tem o coração puro, mãos calejadas e de uma saudade latente. Quem dera se o mundo tivesse a fé que há no Sertão”, declarou.

O homenageado afirmou que não pensava em ser médico, e ao escolher a profissão, sempre se preocupou em passar valores aprendidos quando criança. “A ser paciente, tolerante, falar de vida, e da morte, como renascimento, de procurar ver a alegria e a fé em Deus. Sonho com um mundo com menos desigualdades. Eu sofro e choro quando vejo alguém com câncer avançado e se eu pudesse eu colocaria no meu colo”, revelou derramando lágrimas e com a voz abafada pela emoção.

Sobre o homenageado

Klecius Leite Fernandes é natural de BARRA DE Santo Antônio (BA), se graduou em Medicina, em 2002, pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Especializou-se em Cirurgia Geral (UFPB) e fez residência em Cirurgia de Cabeça e Pescoço pelo Instituto Nacional de Câncer (RJ). É especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Cirurgia Craniofacial (PUC/INCA/RJ) e obteve aprovação na prova de Títutlo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço.

O homenageado é professor de Técnica Cirúrgica da UFPB e Coordenador do Módulo Doenças Prevaçlentes na Região da Cabeça e Pesoço. Também leciona na Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba (FCM) a disciplina Base da Cirurgia de Cabeça e Pescoço e é cirurgião de cabeça e pescoço do Hospital Napoleao Laureano, em João Pessoa.

Além disso, o homenageado coordena o projeto “Semente de Mostarda”, desenvolvido pela equipe de Oncologia do Hospital São Vicente de Paula, na Capital. A iniciativa tem a finalidade de discutir sobre o câncer e oferecer tratamento a pessoas acometidas pelo mal. Uma das prerrogativas do trabalho é estabelecer parcerias com prefeituras, Governo do Estado, sociedade civil organizada, iniciativa privada, dentre outros, tendo em vista a disponibilização de recursos para que o programa tenha cada vez mais condições de atender, de forma voluntária, um maior número de pacientes cancerígenos na Paraíba.

Haryson Alves