Mercado prevê inflação maior mesmo após alta da Selic

selicJuros elevados e inflação alta tem derrubado o consumo das famílias, que, por sua vez, tem puxado o resultado do PIB para baixo

Mesmo depois de o Banco Central ter aumentado a taxa básica de juros (Selic) para 13,75% ao ano na semana passada, o mercado voltou a elevar a projeção para a inflação neste ano. Os economistas ouvidos pelo Banco Central para a produção do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, aumentaram novamente a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 8,39% para 8,46%. Trata-se da oitava semana consecutiva em que o índice é ajustado para cima.

Se a estimativa for confirmada, a inflação ficará bem acima do teto da meta, de 6,5%, para 2015, e registrará o maior índice desde 2003, quando chegou a 9,3%.

Com a inflação e os juros nas alturas, o mercado previu uma queda ainda maior no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, de 1,30% – é a terceira semana seguida que o PIB é revisto para baixo. Na semana passada, o recuo calculado era de 1,27%. Se for concretizado, este será o pior desempenho da economia brasileira desde 1990, quando caiu 4,35%.

Em relação à taxa Selic, o mercado prevê que ela permaneça estável em 14%, conforme foi projetado na semana passada. Os analistas avaliam que os juros elevados conseguirão abaixar a inflação para 5,5% em 2016 – ainda acima do centro da meta.

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