Militar é encontrado morto dentro de alojamento durante operação das Forças Armadas no RN

Caminhão do Exército chega ao ginásio Pedro Ciarlini, base da Operação Potiguar III em Mossoró (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)

Um militar das Forças Armadas brasileiras foi encontrado morto dentro do alojamento montado pela Operação Potiguar III em um ginásio de Mossoró, na região Oeste potiguar. O caso aconteceu na madrugada desta segunda-feira (1º) e foi confirmado pela comunicação do Exército. Cerca de 2,8 mil homens foram enviados ao Rio Grande do Norte neste final de semana para reforçar a segurança do estado, que enfrenta uma paralisação de policiais e bombeiros desde o dia 19.

Em entrevista coletiva no final da manhã desta segunda (1º), em Natal, o ministro da Defesa, Raul Jungmann afirmou que o caso ainda está sendo investigado. “Ainda não temos informações concretas. Mas o que já podemos informar é que não houve um crime”, pontuou.

Informações como o nome, a idade e a patente do militar não foram divulgadas. A motivação da morte também não foi informada pela corporação. Uma equipe da Delegacia de Plantão de Mossoró foi até o ginásio Pedro Ciarlini, no bairro Bom Jardim, por volta das 7h desta segunda, mas foi impedida de entrar no local.

O delegado de plantão foi informado pelos militares que eles aguardavam a perícia da Polícia Federal e de um perito militar, que viria de Recife.

A assessoria da Operação Potiguar III confirmou a morte de um militar e que o fato ainda está sendo apurado. De acordo com a corporação, quando houver mais informações, elas serão divulgadas em nota. O Exército também afirmou que está dando apoio aos familiares do militar.

Helicóptero do Exército chegou a Mossoró no meio da manhã desta segunda-feira (1º) (Foto: Oscar Xavier/Inter TV Cabugi)Helicóptero do Exército chegou a Mossoró no meio da manhã desta segunda-feira (1º) (Foto: Oscar Xavier/Inter TV Cabugi)

Helicóptero do Exército chegou a Mossoró no meio da manhã desta segunda-feira (1º) (Foto: Oscar Xavier/Inter TV Cabugi)

Paralisações

Os militares começaram a atuar no Rio Grande do Norte na última sexta-feira (29), após o governo federal atender a um pedido do Estado. O objetivo da operação é garantir a lei e a ordem durante uma paralisação das polícias Militar, Civil e do Corpo de Bombeiros, que começou no dia 19 de dezembro. Sem policiamento nas ruas houve aumento da violência na região metropolitana de Natal, Mossoró e outros municípios do interior.

Pelo menos 720 militares já estavam na capital no primeiro dia de operações. Até o final do sábado, 2,8 mil estavam no estado (inicialmente o Ministério da Defesa havia anunciado 2 mil homens). Eles foram divididos entre a Grande Natal e Mossoró.

Policiais e bombeiros cobram pagamento de salários e anunciaram uma operação padrão denominada “Segurança com Segurança”. Com isso, alegam que só deixarão os batalhões com viaturas e equipamentos em condição de uso.

Salários

O governo não conseguiu cumprir um calendário que havia divulgado no dia 21 de dezembro de pagamento dos salários. O próprio governador Robinson Faria anunciou que o RN receberia R$ 600 milhões do governo federal, mas o Ministério da Fazenda negou o repasse após recomendação do Ministério Público de Contas.

Nesta sexta-feira, a administração estadual pagou apenas o salário de novembro dos servidores que recebem até R$ 4 mil. Mais de 80% da polícia foi contemplada, porém a paralisação continou. O pagamento do restante dos servidores será feito na primeira semana de janeiro, segundo informou o governo em nota, sem especificar o dia.