João Pessoa 23/03/2019

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Ministério Público na Paraíba arquiva processo de investigação contra Malu Vinagre

Malu que é irmã do deputado federal, André Amaral, recebeu R$ 150 mil da direção da legenda, além de R$ 500 mil da direção nacional do PT.

Processo que investigava Malu Vinagre é arquivado (Foto: Reprodução)

O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB) arquivou o processo que investigava à ex-candidata a deputada estadual do Partido Republicano da Ordem Social (PROS), Malu Vinagre. Malu que é irmã do ex-deputado federal André Amaral (PROS), recebeu da direção da legenda R$150 mil na época da campanha eleitoral.

Além desse valor, Malu também recebeu uma doação de  R$ 500 mil da direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT).

Nas eleições que ocorreram no dia 07 de outubro Malu teve apenas 737 votos.

Com um total de mais de R$ 650 mil, valor divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ex-candidata informou que gastou com atividades de militância e mobilização de rua (R$ 209 mil), serviços prestados por terceiros (R$ 203 mil), diversas a especificar (R$ 67 mil), publicidade por adesivos (R$ 57 mil), publicidade por materiais impressos (R$ 28 mil), alimentação (R$ 27 mil), cessão ou locação de veículos (R$ 27 mil), locação/cessão de bens imóveis (R$ 12 mil), eventos de promoção da candidatura (R$ 9 mil), combustíveis e lubrificantes (R$ 7 mil), encargos financeiros, taxas bancárias e/ou op. cartão de crédito (R$ 411) e baixa de estimáveis – Recursos de outros candidatos (R$ 350).

Porém, após denúncias a Procuradoria Regional Eleitoral, foi informado que o valor foi repassado para parentes do presidente do PROS, André Amaral, que teria determinado o repasse de R$ 150 mil à então candidata Malu Vinagre, que vem a ser filha do dirigente.

O deputado federal informou que o valor repassado é referente a 30% dos valores do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, que é destinado para as mulheres que estivesse no pleito.

Seguindo a premissa de que os partidos políticos podem estabelecer os critérios para divisão de verbas e de distribuição do Fundo Partidário aos candidatos, o procurador Victor Carvalho Veggi decidiu arquivar a investigação.

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