Ministro Occhi libera mais de R$ 100 milhões para Pernambuco e garante Transposição até início de 2017

MINISTRO oclliMinistro apresentou balanço de todas as obras hídricas que estão sendo realizadas no Estado.

A vinda do ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi (PP), ao Recife na manhã desta segunda-feira (15) foi a sinalização do governo federal para novos investimentos, apesar do momento de crise econômica. No primeiro encontro com o governador Paulo Câmara (PSB), Occhi anunciou R$ 20 milhões para ações emergenciais nas áreas urbanas dos 126 municípios em estado de emergência. Já na Assembleia Legislativa, o ministro assegurou que as obras da Transposição do São Francisco terminariam até o início de 2017, além de liberar cerca de R$ 100 milhões para macrodrenagem em Paulista, no Grande Recife. Na Alepe, a audiência pública foi proporcionada pelo convite dos deputados Rodrigo Novaes (PSD), Miguel Coelho (PSB) e Claudiano Martins Filho (PSDB), no intuito de tratar das obras de convivência e combate à seca no Estado.

Ao tratar das obras estruturantes, Gilberto Occhi destacou o investimento nas adutoras do Pajeú, com 63% da execução realizada, e do Agreste, com 61% da primeira etapa. “O eixo norte da transposição já tem 76% concluído e o eixo leste está em 74%. Nos próximos meses, já começaremos a entregar algumas fases da transposição e até o inicio de 2017 a obra será concluída. Sobre o ramal do Agreste, a previsão é de, no mais tardar, entre 60 e 90 dias nós contratarmos esta obra”, adiantou Gilberto Occhi.

Ao todo, o governo federal já gastou R$ 6,5 bilhões com a Transposição, que irá beneficiar cerca de 12 milhões de pessoas em 390 municípios. Ainda no governo Lula, prometeu-se entregar a primeira parte do empreendimento até 2010 e, em 2012, a conclusão. Líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT) vinha acompanhando as obras da Transposição e admitiu que os trâmites do governo federal acabaram atrasando o cronograma de entrega.

“A obra já tem 74% concluídos, mas lamentavelmente, por conta da forma como a licitação aconteceu, por lotes, há uma descontinuidade geográfica entre um lote e outro. Mesmo assim, nesses próximos três meses, nós devemos ter aí 40 a 45 km de cada eixo já com a água correndo, reforçando sistemas reservatórios de vários municípios, já fortalecendo o abastecimento d’água e também levando água para novas regiões”, explicou.

Na esfera política do governo, o senador esclareceu que, no começo do ano, houve uma demora na aprovação do orçamento da União e, com isso, “o governo ficou trabalhando com um percentual global do orçamento, com uma distribuição de recursos ao mês”. “Claro que também há um componente aí, no interesse de construir o superávit primário, que fez com que os recursos para investimentos fossem, de certa forma, liberados lentamente”, disse Humberto.

Além da questão da Transposição, o ministro também assinou, junto com o governador Paulo Câmara, um protocolo de intenções para a implantação e operação de um sistema de abastecimento de água  que vai beneficiar comunidades rurais, indígenas, quilombolas; além de assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, localizados ao longo dos eixos Norte e Leste do projeto de integração do Rio São Francisco, em Pernambuco. O valor é de R$ 130 milhões e a Compesa será responsável pela operação do sistema.

Presente na audiência, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), que é correligionário de Occhi, afirmou que a vinda do ministro reforça a transparência entre governo federal e Estado. “Estava havendo, até o momento, um erro de informação, porque o governo do Estado dizia uma coisa, o ministério dizia outra, então a gente provocou essa vinda do ministro pra isso. Não só pra assinar outro convênio hoje, mas também pra que haja essa transparência nas ações que estão sendo desempenhadas pelo ministério no Estado”, disse o deputado.

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