MOÍDO NA EDUCAÇÃO III: em meio à insatisfação da comunidade acadêmica após aumento de mensalidades, reitora do Unipê curte férias nos EUA - :: Paraiba Urgente :: Portal de Notícias

MOÍDO NA EDUCAÇÃO III: em meio à insatisfação da comunidade acadêmica após aumento de mensalidades, reitora do Unipê curte férias nos EUA

ufpbEm meio a grande insatisfação da comunidade acadêmica em face do elevado aumento nos cursos da instituição, a reitora do Unipê (Centro Universitário de João Pessoa) a professora Ana Flávia Pereira da Fonseca, parece que está pouco preocupada com o problema. Informações obtidas com exclusividade pelo PB Agora dão conta que a reitora planejou antecipadamente um recesso da Universidade e decidiu curtir merecidas férias nos EUA.

A informação foi confirmada ao PB Agora  pelo presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes) João Agostinho, que contou a nossa reportagem, que a professora Ana Flávia Pereira da Fonseca se encontra em Washington, onde possui residência, tendo inclusive dupla nacionalidade, tendo previsão de retorno ao nosso país apenas no próximo dia 15.

Conforme relato do líder estudantil, o aumento inclusive foi promulgado pelo vice-reitor da Unipê doutor Paulo Padilha e que por isso a reitora evitou um contato direto com a comunidade acadêmica, principal vítima da medida.

“Falta transparência no Unipê, pois nenhum gasto é divulgado, inclusive faltando um detalhamento das despesas no Portal da Universidade! Não estamos cobrando nada demais, apenas a transparência!”, desabafou João Agostinho.

A BRONCA: Apesar dos reajustes das mensalidades serem uma prática rotineira nas instituições particulares de ensino em todo o país, um em especial vem causando grande polêmica na Paraíba. Trata-se do último reajuste sancionado pelo Centro Universitário de João Pessoa, o Unipê.

Segundo informações do presidente do Diretório Central dos Estudantes, João Augustinho, a entidade está pensando apenas nos lucros, já que, segundo ele, a instituição majorou os custos, principalmente do curso de Direito. Conforme Agostinho, ao final desse semestre os alunos pagavam uma mensalidade no valor de R$ 781 reais e agora, já foram comunicados que pagarão, a partir do próximo mês, a bagatela de R$ 842 reais.

Ainda de acordo com o dirigente, o aumento teria pego todos os alunos de surpresa, visto que foi dado no momento de final de período, quando vários alunos já iniciaram o recesso e a entidade está praticamente esvaziada.

Para piorar a situação, o DCE, conforme o dirigente foi excluído das negociações, mesmo possuindo uma cadeira no Consuni (Conselho Universitário) “O DCE não foi comunicado, temos assento no Consuni, que é o órgão elaborado pela universidade para discutir esse aumento. Esse órgão é composto por seis fundadores e um representante do DCE, e o Unipê disse que discutiu diretamente com os alunos e por isso não convocou o DCE, mas o que sei é que não houve essa reunião, o aumento foi aprovado de maneira arbitrária, sem a nossa convocação”, relatou o dirigente.

João Agostinho também criticou o que classificou de tratamento ditatorial dispensado pela reitoria da Unipê ao DCE. “Vivemos uma verdadeira lei da mordaça, pois a Unipê conseguiu uma liminar multando em R$ 20 mil, os estudantes que, por ventura, fechem os portões ou façam mobilizações no Campus”, disse.

Atualmente a Unipê conta com quase 10 mil alunos, a maioria deles estudantes do curso de Direito.

MAIS CRÍTICAS.

O presidente do Diretório também criticou a distribuição de Bolsas de Estudo. Para ele, por ser a Unipê uma entidade filantrópica (sem fins lucrativos), essas bolsas deveriam receber outros critérios para distribuição e, em vez disso, são repassadas 125 bolsas para o Governo do Estado sortear via Enem.

“É relevante que a filantropia seja respeitada e os recursos voltem para o alunado com livros, qualidade de ensino, pois o que vemos é que o dinheiro está sendo praticamente destinado para financiar o novo curso Medicina , previsto para ser iniciado em 2015”, completou o dirigente.

A reportagem do PB Agora tentou contactar a professora Ana Flávia Pereira da Fonseca, reitora do Unipê para mostrar o outro lado da denúncia, mas seu telefone estava desligado.O PB Agora ainda se coloca a disposição para abrir espaço para o contraditório, com a resposta da instituição para as denúncias do dirigente.

FILANTROPIA

Os donativos a organizações humanitárias, pessoas, comunidades, ou o trabalho para ajudar os demais, direta ou através de organizações não gobvernamentais sem fins lucrativos, assim como o trabalho voluntário para apoiar instituições que têm o propósito específico de ajudar os seres vivos e melhorar as suas vidas, são considerados actos filantrópicos.

Henrique Lima

PB Agora