João Pessoa 25/04/2019

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Moscou não vê motivos para o Brasil de Bolsonaro desempenhar papel destrutivo no BRICS

Nesta quarta-feira (16), no decorrer da coletiva de imprensa, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, entre outros assuntos, comentou o futuro do grupo BRICS em conexão com a chegada de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência brasileira.

Segundo o chanceler russo, Jair Bolsonaro, em contatos com representantes russos confirmou a continuidade da linha nas relações com Moscou no âmbito do BRICS.

A staff worker walks past the national flags of Brazil, Russia, China, South Africa and India before a group photo during the BRICS Summit at the Xiamen International Conference and Exhibition Center in Xiamen, southeastern China's Fujian Province, China September 4, 2017

“O presidente Bolsonaro entrou em contato com nossos representantes, inclusive com o nosso representante em sua cerimônia de posse, o representante da Duma de Estado [câmara baixa do parlamento russo], Volodin. Ele confirmou seu curso de continuidade nas relações com a Rússia, e sua disposição de participar do desenvolvimento do BRICS”, apontou Lavrov.O chanceler russo apontou que o Brasil já começou sua presidência no BRICS.

“Literalmente nestes dias, os colegas brasileiros nos deram a conhecer o plano de sua presidência, com os prazos de realização das reuniões ministeriais, da cúpula e do programa que eles propõem aos participantes desta união”, afirmou.

De acordo com Lavrov, Moscou não vê motivos, com o novo presidente, para o Brasil desempenhar um papel destrutivo no bloco.

“Não vejo nenhuns motivos para supor que o Brasil irá desempenhar um papel destrutivo no BRICS. Ao contrário, eles [os colegas brasileiros] nos asseguram que esse bloco, essa união, é uma das prioridades da política externa do Brasil”, ressaltou o ministro.

Deputado Jair Bolsonaro

Com a chegada de Jair Bolsonaro ao poder, surgiram incertezas quanto às vias da política externa do novo governo. Entre elas, devido às indicações de um maior alinhamento com os Estados Unidos, e a União Europeia, vários analistas levantam questões sobre o futuro do Brasil no bloco BRICS.Entretanto, o novo presidente ainda não se pronunciou oficialmente sobre a postura quanto ao grupo.

O Brasil assume a presidência rotativa do BRICS em 2019 e deve organizar sua próxima reunião de cúpula.

Sputnik