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MST promete fazer mais protestos se não for recebido pelo Estado nesta quinta

movimento sem terraGrupos liderados pelo Movimento Sem Terra (MST) estarão no Palácio da Redenção, sede do Governo do Estado, às 15h desta quinta-feira (24), onde devem se reunir com o governador Ricardo Coutinho. No último dia 17 de outubro, Ricardo se prontificou em receber três deles, mas o Movimento queria a participação de um grupo maior, o que não inviabilizou acordos e cancelou o encontro.

Entre as reivindicações, o MST espera que uma comissão de 15 representantes seja recebida pelo governador. A negociação ocorreu na última segunda-feira (21), depois que eles fecharam o Centro Administrativo Estadual por cerca de sete horas e entraram em confronto com a Polícia Militar. A secretária de comunicação, Estela Bezerra, mediou as negociações que puseram fim à manifestação no Centro e deixou agendada a reunião com o governador para esta quinta-feira.

Além da reunião com Ricardo, o MST reivindica ainda desapropriação de terras, reforma agrária, infraestrutura para os assentamentos, construção de escolas, barragens, implantação de farmácias vivas, parcerias para viabilização de negócios agrícolas e medicina da família.

O grupo também pretende discutir sobre a forma de atuação da Polícia Militar durante o protesto no Centro Administrativo. Segundo os líderes do Movimento, houve truculência por parte dos PM’s.

No dia da manifestação, o coronel da Polícia Militar Euler Chaves esteve no local com várias equipes e afirmou que três PM’s ficaram feridos com pauladas e pedradas. Ele disse ainda que cuidou da segurança dos servidores que não conseguiam sair do prédio, bem como negociou com os manifestantes para por fim ao protesto. “Houve divergências entre os líderes, eles mesmos não entravam em acordo e isso agravou a situação”, relatou Chaves.

Servidores revelaram que ficaram presos porque foram impedidos de sair do prédio, já que os manifestantes bloquearam as passagens do local. Alguns permaneceram trancados nas secretarias e fizeram apelo para serem liberados. “Havia mulheres e grávidas, pessoas passando mal, que não almoçaram. Sempre estivemos dispostos a conversar, mas também precisávamos de ajuda”, pedia a professora Tieta Lucena. A servidora Solange Medeiros, que trabalha na Secretaria de Agricultura, disse ao Portal Correio que tem problemas cardíacos e esteve presa no local, precisando de ajuda médica.

Segundo uma das líderes do MST na Paraíba, Maika Zanpier, “a mobilização continua e será permanente até que Ricardo Coutinho receba a comissão e atenda as reivindicações dos camponeses e camponesas”

 

Portal Correio