MST volta a ocupar a Epitácio Pessoa e interdita os dois sentidos da via; há bloqueios nas rodovias

Representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) voltaram a ocupar a Epitácio Pessoa nesta quarta-feira (18) e com isso as duas vias da avenida estão interditadas. Há informações de que existem três pontos de bloqueios em rodovias na Paraíba.

Na manhã de ontem, eles  invadiram o prédio do Ministério da Fazenda em João Pessoa, localizado na Epitácio Pessoa. A ocupação faz parte de uma jornada da categoria e está sendo realizada por todo o Brasil.

Ao lado de outros movimentos do campo, o MST pretende cobrar do governo federal verbas congeladas que seriam destinadas à reforma agrária. Parte da Av. Epitácio Pessoa foi bloqueada pelos manifestantes, que a liberam frequentemente para passagem de veículos no sentido praia-centro.

“As políticas públicas desse país não nos beneficia e, em momentos históricos, precisamos de atos assim para sair da insensibilidade social. Essa é uma manifestação pacífica, mantendo o direito de ir e vir da população, mas nós queremos mostrar que a reforma agrária é uma luta de todos”, declarou Eva Maria, representante da coordenação do movimento.

Na madrugada da última segunda-feira (16), o grupo ocupou o prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), no Pedro Gondim, em João Pessoa. Como parte das mobilizações da Jornada de Lutas de Outubro.

Entre as principais pautas da jornada, o MST denuncia as novas ofensivas contra Reforma Agrária, como a titulação dos assentamentos e a lei de grilagem, estratégias do governo federal para continuar promovendo a concentração fundiária e a estrangeirização das terras em todo país.

Os Sem Terra também exigem por parte do governo federal a recomposição do orçamento e das políticas para Reforma Agrária, chamando atenção para os cortes das políticas de  infraestrutura dos assentamentos, de créditos para a reforma agrária como o fomento mulher, para o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA) e outros retrocessos que vem dificultando cada vez mais a vida a vida do trabalhador rural.

Ocupar o INCRA torna-se uma necessidade dentro da conjuntura nacional, uma vez que o instituto vem se transformando em balcão para negociatas da lógica do governo Temer ao invés de ser um agente executor da reforma agrária.

Os trabalhadores e trabalhadoras rurais Sem Terra do da Paraíba continuará ocupando o INCRA até que se tenha resposta por parte do governo federal para as denúncias e reivindicações.

Paraíba.com